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‘Cantinho da disciplina’ funciona para educar crianças?

Pesquisas sobre o funcionamento do cérebro infantil mostram que ele ainda é imaturo para 'aprender' bons comportamentos em momento de estresse; mas especialistas dizem que 'cantos da calma' em casa podem ajudar no processo de regulação emocional. Como disciplinar as crianças é uma das grandes questões dos pais; descobertas sobre o funcionamento do cérebro colocam em xeque práticas comuns como o 'cantinho do pensamento'
Getty Images/Via BBC
Adianta colocar a criança de castigo ou, em uma versão mais suave, num “cantinho da disciplina”?
Essa é uma das dúvidas mais comuns de pais e cuidadores diante da “desobediência” infantil.
Defensores do “cantinho do pensamento” dizem que sim, argumentando que o método dá aos pais uma estratégia que evita a violência.
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Pesquisas sobre o funcionamento do cérebro infantil mostram que ele ainda é imaturo para 'aprender' bons comportamentos em momento de estresse; mas especialistas dizem que 'cantos da calma' em casa podem ajudar no processo de regulação emocional. Como disciplinar as crianças é uma das grandes questões dos pais; descobertas sobre o funcionamento do cérebro colocam em xeque práticas comuns como o 'cantinho do pensamento'
Getty Images/Via BBC
Adianta colocar a criança de castigo ou, em uma versão mais suave, num "cantinho da disciplina"?
Essa é uma das dúvidas mais comuns de pais e cuidadores diante da "desobediência" infantil.
Defensores do "cantinho do pensamento" dizem que sim, argumentando que o método dá aos pais uma estratégia que evita a violência.
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Crianças passavam horas em pé no 'cantinho do castigo'
Mas o conhecimento recente da neurociência coloca essa ideia em xeque, ao mostrar que o cérebro das crianças sequer tem maturidade para aprender um "bom comportamento" ou refletir sobre as regras da família durante um castigo.
Essas evidências científicas apontam que a criança só vai incorporar sentimentos negativos durante essas punições — por exemplo, ressentimento —, em vez de aprender habilidades importantes de vida e ferramentas que a ajude a controlar as próprias emoções.
Ao mesmo tempo, especialistas defendem que dá, sim, para montar em casa um "cantinho" que sirva para acalmar na hora em que as tensões e as brigas escalonam.
Tudo isso a BBC News Brasil vai detalhar a seguir:
O cérebro infantil
Um ponto-chave das pesquisas sobre o cérebro infantil é o chamado córtex pré-frontal.
É a área do cérebro que "nos ajuda a pensar racionalmente, controlar impulsos, refletir sobre sentimentos e gerenciar nosso corpo e emoções", explica Claire Lerner, pesquisadora que ajudou a elaborar as diretrizes da organização desenvolvimento infantil Zero to Three, nos EUA.
Os cientistas descobriram que, durante toda a infância, mas sobretudo nos primeiros anos de vida, o córtex pré-frontal está imaturo. "O córtex pré-frontal está nos estágios mais rudimentares do desenvolvimento nessa idade", diz Lerner.
Córtex pré-frontal, que controla impulsos e emoções, ainda é imaturo nas crianças
Getty Images/Via BBC
Ou seja, do ponto de vista fisiológico, a criança ainda não é capaz de controlar a maior parte das suas reações, porque tem um controle ainda inconsistente delas. Quando é tomada por emoções difíceis, como frustração, raiva ou medo, seu corpo reage — por exemplo, "explodindo" em crises de birra.
"Ao contrário das crenças populares, crianças pequenas que não cumprem o que é pedido, perdem o controle de suas emoções ou se distraem facilmente não são 'crianças más' nem estão sendo intencionalmente beligerantes ou não-cooperativas", explica o Centro de Desenvolvimento Infantil da Universidade de Harvard.
Ela cita uma das famosas pesquisas em que as crianças são colocadas diante de uma guloseima — e perguntadas se preferem comê-la imediatamente ou esperar para receber um segundo doce.
Embora, nesse estudo, muitas crianças de 3 anos tenham reconhecido que o melhor seria esperar para ter dois doces, prevaleceu na maioria delas o impulso de comer a única guloseima à sua frente.
Na prática, as crianças ainda têm pouco controle sobre as reações emocionais do seu corpo
Getty Images/Via BBC
"Claramente, elas sabem, pela lógica, que é melhor esperar, mas saber não é suficiente" para seu cérebro em formação, concluem os estudiosos.
"Sabemos que é só pelos 20 e poucos anos que essa parte do cérebro fica plenamente formada, o que também explica por que adolescentes são famosos por nem sempre tomarem as melhores decisões ou terem grande dificuldade em controlar seus impulsos", conclui Lerner.
Mas, mesmo tendo isso em mente, como lidar com os momentos em que as crianças perdem o controle ou se recusam a cumprir tarefas do dia a dia?
Os desafios e as birras
"Essas dúvidas provavelmente aparecem em ao menos 75% das consultas que os pais fazem comigo, porque estão vivenciando algum tipo de desafio — batalhas sobre a hora de dormir, o tempo de tela, birras em público ou em casa, todas questões comuns da primeira infância", diz Claire Lerner.
"Quando começou toda essa discussão sobre o 'time-out' ('castigo'), nos anos 1990, meus filhos eram novos e era uma estratégia muito comum: 'se você não parar com isso, vai para o quarto!'", relata. "E daí começamos a aprender muito mais sobre o desenvolvimento do cérebro das crianças, e do que ele é ou não capaz."
Compreender os sentimentos e seus gatilhos é uma habilidade de vida, diz psicóloga
Getty Images/Via BBC
A estratégia ainda é defendida pela educadora infantil Cris Poli, conhecida por ter protagonizado o programa Supernanny na TV brasileira.
Ela argumenta que um "cantinho da disciplina" evita gritos e agressões nas relações entre crianças e cuidadores, a partir dos 2 anos de idade.
"Desobediência? Coloque regras simples, discipline seus filhos", ela diz, citando por exemplo a importância de uma regra para escovar os dentes após as refeições.
"Você explica a regra no nível do entendimento dela. Desobedeceu? Você lembra, mostra a regrinha, dá um aviso. Se desobedecer de novo em 24 horas — não uma semana, mas sim 24h —, vai para o cantinho da disciplina. 'Você vai ficar aqui sentadinho para pensar por que decidiu desobedecer'. Um minuto por ano de idade", diz.
"Quando termina o tempo, você pergunta à criança: 'você lembra (o motivo da punição)?' Dá um beijo, abraço, parabéns. Você não fica nervosa, não bate, não grita. É diálogo. Porque disciplina não é agressiva, é com amor."
Habilidades de vida
De fato, quando surgiu como uma alternativa às agressões físicas, o "cantinho do pensamento" trouxe um avanço — o problema é que ele desconsidera os conhecimentos mais recentes sobre o comportamento infantil, argumenta a psicóloga e autora Nanda Perim.
Ela cita as pesquisas da americana Jane Nelsen, cujo trabalho é base da "disciplina positiva", corrente que defende a criação por meio não da punição, mas do ensinamento de habilidades de vida.
Ao coibir desejos e impulsos sobre os quais a criança ainda não tem controle, o "cantinho da disciplina" desperta uma reação primitiva no cérebro infantil: a de "fugir ou lutar", defende Perim.
"O cérebro vai reagir a essa ameaça ou fugindo, ou lutando. E isso pode (se traduzir) em baixa autoestima, de ela achar que é ruim, porque faz tanta coisa errada. Ou vai querer se vingar, para sentir que está no controle da própria vida, e vai fazer (o comportamento indesejado) de novo, mas escondendo dos pais", ela diz.
"Com 6, 7 ou 8 anos, a criança está começando a desenvolver (controle emocional). E daí ela precisa de alfabetização emocional — dar nome às emoções dela, reconhecer como essas emoções mexem com seu corpinho, quais os gatilhos para elas brotarem, quais os gatilhos da calma para elas melhorarem. Isso é habilidade de vida. Mandando a criança ficar olhando para a parede, ela não vai aprender nada disso", prossegue a psicóloga.
"Aliás, eu ensino muito mais habilidades de vida quando eu mostro ao meu filho que eu também sinto raiva e que administrar minha raiva é difícil. Porque meu filho olha para mim e fala 'quando é difícil para mim, é porque eu sou uma pessoa, não é porque eu sou ruim e tenho problema'."
Na mesma linha, Claire Lerner diz que as pesquisas sobre o cérebro "mostraram, para nós no campo (da psicologia infantil), que medidas punitivas são contraproducentes — porque passa às crianças a mensagem de que suas emoções não importam, de que 'você é uma criança ruim e decepcionante'. E vimos que isso não reduz o comportamento (indesejado) para além do momento do castigo".
Como lidar com comportamentos desafiadores
Quando a criança desaba porque não ganhou o brinquedo que viu na loja, é preciso entender que ela própria tem pouco controle sobre seu corpo. Na prática, diz Lerner, dá para ter empatia com isso sem deixar de impor limites claros.
"É uma linha tênue. Não é nem 'tá bom, vamos comprar o unicórnio', nem 'você está sendo um mimado, um manipulador, nada de TV para você pelo resto do dia'", diz.
A primeira recomendação dela é manter a calma e ensinar à criança o que ela está sentindo. E também reforçar as regras e combinados da família.
"Eu diria que a maioria de nós neste campo concorda, de modos gerais, que é disso que as crianças precisam: compaixão, empatia, ideias para solucionar problemas. 'Eu sei, é muito difícil quando você não pode assistir a mais um episódio do seu programa de TV favorito, mas é a nossa regra. Se você precisa de espaço para lidar com isso, sem problemas. Podemos pensar em outras coisas que você pode fazer'. Você está dando apoio, mas também estabelecendo um limite."
Nanda Perim fala que é importante olhar não só ao comportamento da criança, mas ao que pode estar por trás dele.
Toda essa discussão também gera ressalvas aos métodos de educação positiva – seja pela ênfase, em alguns casos, em atribuir o comportamento infantil a fatores como estresse e ansiedade. Seja porque algumas mães enxergam isso como uma ferramenta de culpabilizá-las.
Especialistas dizem que não é esse o caso.
"Digo que não traz mais culpa, mas sim mais responsabilidade. (…) Claro que dá muito mais trabalho analisar o fundo do iceberg e não só a pontinha — se a criança está com sono, fome, falta de rotina, ou se sentindo deixada de lado, inúmeros fatores que levam a esses reflexos", diz.
No exemplo da relutância em escovar os dentes, Perim sugere:
"A gente não vai explicar o que é cárie para uma criança de dois anos. A gente vai bolar uma rotina em que ela tenha tempo para três passos — entender, elaborar e aceitar que a hora de escovar os dentes está chegando, e dar duas opções: por exemplo, dois sabores de pasta de dente. Ao invés de dizer 'quer escovar os dentes?', que a criança vai responder 'não', você pode dizer 'quer escovar os dentes com sabor menta ou morango?' Porque a resposta imediata do cérebro na primeira infância é não, por ser a resposta que defende a autonomia dela. Se a gente dá opções, o cérebro vai ter que pensar numa resposta", afirma.
"Se ela responde 'ah, nenhuma das duas'. Daí a gente vai encontrar ferramentas para suprir uma necessidade de comunicação. Mas tem que entender que não é a criança testando a gente, não é um cabo de guerra. Com isso, a gente para de educar à base do medo, de 'o que a odontopediatra vai pensar do meu filho?', e passa a educar pelo lado do 'pera lá: deixa eu analisar o que pode ser (a raiz desse comportamento)?' (…) Na educação tradicional vão achar que 'a mãe dessa criança é uma trouxa'. Mas na educação democrática é só a gente suprindo necessidades de acordo com o desenvolvimento da criança."
Cantinhos de calma, e não de punição
Nessa linha, espaços da casa ou da escola podem ser vistos como locais não de punição a um comportamento, mas de regulação emocional em momentos de estresse. Dessa ideia surgiram os "cantinhos da calma".
"São espaços que ajudam a acalmar, com livros e objetos de conforto (almofadas, brinquedos que possam ser jogados ou apertados)", explica Lerner.
A proposta é que a criança tope, voluntariamente, se acalmar ali — caso contrário, volta a ser uma medida punitiva.
Mesmo assim, nem sempre dá certo.
"Tudo isso é maravilhoso quando funciona. Porque pode acontecer de a criança se levantar do cantinho do aconchego e correr freneticamente, talvez em condições inseguras, jogando objetos pela casa, arranhando, batendo, cuspindo — coisas que observo diariamente nos meus encontros com famílias", afirma Lerner.
"É aí que os pais ficam confusos. O que você faz quando seu filho fica tão fora de controle que se torna destrutivo? É hora de repensar. Porque no fim das contas, não temos controle sobre as crianças, apenas controlamos a situação."
Nesses casos, uma opção limite indicada por Lerner é manter a criança em um local fechado e seguro da casa, até ela se acalmar, enquanto os pais se fazem presentes de um modo calmo.
"Percebi que era tão prejudicial permitir que as criança fosse destrutiva daquele jeito, enquanto os pais imploravam para ela parar de bater, cuspir ou arranhar — mais prejudicial do que apenas dizer 'entendo, você está muito nervoso porque não vamos ao parquinho, seu corpo está fora de controle, você tem este espaço seguro incrível onde pode bater, chutar, e eu estarei do outro lado da porta'. E sugiro aos pais que cantem ou falem do outro lado para mostrar sua presença. (…) Mas nenhum aspecto disso é punitivo. Para mim fica no limite de dar amor e apoio, calma e corregulação emocional", defende Lerner.
Outro ponto importante: essas estratégias precisam ser combinadas previamente com as crianças, mas em momentos de calma, e não de raiva — quando o cérebro tem baixa capacidade de processar esse tipo de informação.
"Se os pais não têm um plano em mente, é quando as coisas saem do controle. Porque sem um plano eles se tornam reativos, e a reatividade é o que escalona essas situações", afirma.
E pais também precisam ter suas necessidades supridas nesse processo todo, defende Nanda Perim.
"'O que eu preciso nessa relação com a minha criança? Por que eu estou gritando tanto? Quais os meus gatilhos? Quais estressores da minha vida estão me fazendo tão mal e me fazendo ser mais explosivo com a minha criança?' Se eu entendo a minha criança melhor, e me entendo melhor, é claro que a relação é muito mais gostosa. A criança se sente ouvida, amada, respeitada, e responde a isso", prossegue.
Perim cita outra pesquisadora do tema, Mona Delahooke. "Ela diz que você não precisa ser uma mãe perfeita para ter um filho incrível. Significa melhor do que os outros filhos? Não. Mas alguém que tenha habilidades de vida, que se conhece, que sabe lidar com suas emoções, seus gatilhos. Ele vai ser perfeito? Não. Mas pode uma pessoa incrível, que busque relações saudáveis, com habilidades de vida que nós não tivemos porque nossos pais não tiveram acesso a essas informações."
Veja os vídeos mais assistidos do g1

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Universidades federais dizem que tiveram parte do orçamento bloqueado pelo governo e que estão com atividades em risco

Governo anunciou contingenciamento de R$ 2,6 bilhões no Orçamento da União, mas ainda não detalhou as áreas que foram afetadas. Institutos federais também reclamaram de bloqueio. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) disse nesta quarta-feira (5) que o governo federal formalizou um novo bloqueio de recursos no Ministério da Educação, que afetará as instituições.
Segundo a entidade, dessa vez o contingenciamento foi de 5,8%, o equivalente R$ 328,5 milhões, o que impossibilitará o empenho (reserva para gasto) de despesas das universidades, institutos federais e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
“Este valor, se somado ao montante que já havia sido bloqueado ao longo do ano, perfaz um total de R$ 763 milhões em valores que foram retirados das universidades federais do orçamento que havia sido aprovado para este ano”, explicou a Andifes.
Em razão do novo bloqueio de recursos, a diretoria da Andifes ..

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Governo anunciou contingenciamento de R$ 2,6 bilhões no Orçamento da União, mas ainda não detalhou as áreas que foram afetadas. Institutos federais também reclamaram de bloqueio. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) disse nesta quarta-feira (5) que o governo federal formalizou um novo bloqueio de recursos no Ministério da Educação, que afetará as instituições.
Segundo a entidade, dessa vez o contingenciamento foi de 5,8%, o equivalente R$ 328,5 milhões, o que impossibilitará o empenho (reserva para gasto) de despesas das universidades, institutos federais e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
"Este valor, se somado ao montante que já havia sido bloqueado ao longo do ano, perfaz um total de R$ 763 milhões em valores que foram retirados das universidades federais do orçamento que havia sido aprovado para este ano", explicou a Andifes.
Em razão do novo bloqueio de recursos, a diretoria da Andifes convocou uma reunião extraordinária de seu conselho pleno para esta quinta-feira para debater as ações e providências.
"A diretoria da Andifes, que já buscava reverter os bloqueios anteriores para o restabelecimento do orçamento aprovado para 2022, sem os quais o funcionamento das universidades já estava comprometido, aduziu que este novo contingenciamento coloca em risco todo o sistema das universidades", acrescentou.
Por fim, a Andifes diz lamentar que o novo bloqueio tenha sido imposto quase no final do ano, "mais uma vez inviabilizando qualquer forma de planejamento institucional, quando se apregoa que a economia nacional estaria em plena recuperação".
"E lamentamos também que seja a área da educação, mais uma vez, a mais afetada pelos cortes ocorridos", concluiu.
O g1 questionou os ministérios da Educação e da Economia sobre o novo bloqueio de recursos na educação e aguardava uma resposta até a última atualização desta reportagem.
Institutos federais
Em nota divulgada também nesta quarta, Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica reclamou de bloqueios no orçamento de instituições como os institutos federais.
De acordo com a nota, o novo contingenciamento da rede técnica é de R$ 147 milhões. Ao longo de todo ao ano, o valor chega a R$ 300 milhões.
"Serviços essenciais de limpeza e segurança serão descontinuados, comprometendo ainda as atividades laboratoriais e de campo, culminando no desemprego e na precarização dos projetos educacionais, em um momento de tentativa de aquecimento econômico e retomada das atividades educacionais presenciais no pós-pandemia", escreveu a entidade do ensino técnico.
Bloqueio de R$ 2,6 bilhões
O bloqueio de R$ 2,6 bilhões no orçamento de 2022 foi anunciado em 22 de setembro. O objetivo, segundo a área econômica, foi o de cumprir a regra do teto de gastos — pela qual a maior parte das despesas não pode subir acima da inflação do ano anterior.
Os ministérios objeto dos cortes não foram divulgados naquele momento. Um decreto presidencial, editado em 30 de setembro, trouxe as tabelas com os contingenciamentos por áreas. Entretanto, ao contrário do que é habitual, o Ministério da Economia não divulgou explicações detalhando o contingenciamento por áreas.
Com o novo bloqueio no orçamento deste ano, o total de recursos contingenciados (considerando as limitações anteriores) avançou de R$ 7,9 bilhões para R$ 10,5 bilhões.

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Alunos do Colégio Pedro II são aprovados para conferência na universidade de Harvard

A conferência simula um congresso da ONU. Jovens buscam recursos para participar de evento. Um grupo de estudantes do Colégio Pedro II foi aprovado para uma conferência na universidade de Harvard, nos Estados Unidos, uma das mais prestigiadas do planeta. Em uma seleção que contou com 4 mil estudantes do ensino médio de 50 países, quatro alunos da instituição foram escolhidos.
Os alunos estudam no campus Tijuca do Colégio Pedro II. Conseguir a oportunidade não foi fácil.
“Foi uma sensação única. Primeiramente, a gente nem sabia que ia ser solucionado. A gente tinha recebido uma mensagem anteriormente que a gente estava na lista de espera. E aí a gente então falou: 'Deixa para lá. a gente não vai conseguir mais'. Há duas semanas a gente recebeu: 'Vocês foram selecionados, aprovados para este evento'”, disse a aluna Luiza Cerqueira de Sousa.
O primeiro desafio foi o próprio preenchimento do formulário, que exigia que fosse todo em inglês. A conferência será na língua i..

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A conferência simula um congresso da ONU. Jovens buscam recursos para participar de evento. Um grupo de estudantes do Colégio Pedro II foi aprovado para uma conferência na universidade de Harvard, nos Estados Unidos, uma das mais prestigiadas do planeta. Em uma seleção que contou com 4 mil estudantes do ensino médio de 50 países, quatro alunos da instituição foram escolhidos.
Os alunos estudam no campus Tijuca do Colégio Pedro II. Conseguir a oportunidade não foi fácil.
"Foi uma sensação única. Primeiramente, a gente nem sabia que ia ser solucionado. A gente tinha recebido uma mensagem anteriormente que a gente estava na lista de espera. E aí a gente então falou: 'Deixa para lá. a gente não vai conseguir mais'. Há duas semanas a gente recebeu: 'Vocês foram selecionados, aprovados para este evento'", disse a aluna Luiza Cerqueira de Sousa.
O primeiro desafio foi o próprio preenchimento do formulário, que exigia que fosse todo em inglês. A conferência será na língua inglesa e não terá tradutor simultâneo. Eles explicaram por qual motivo deveriam ser escolhidos para participar da conferência, que acontece em janeiro do ano que vem.
"Toda a conferência vai acontecer em inglês por ser em Boston. Então o nosso convívio vai ser todo em inglês, os debates e tudo", contou Manuela Monteiro Parreira Costa, uma das estudantes selecionadas.
Grupo de estudantes do Colégio Pedro II foi aprovado para uma conferência na universidade de Harvard
Reprodução/ TV Globo
O evento em Harvard simula uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU). Cada grupo representa um país, discutindo soluções criativas para problemas mundiais como a fome, a desigualdade social e questões ambientais.
"A gente vai atuar, basicamente, como diplomatas representando algum país. E, além de ser uma oportunidade acadêmica, é uma experiência de vida única e é muito importante", afirmou a aluna Maria Eduarda da Costa Menezes.
O professor que acompanha o grupo fala sobre a importância da conferência na formação dos alunos.
“É uma honra ser o orientador. Então, todo o material de pesquisa, os debates e discussões que eles forem participar eu vou estar dando o subsídio”, afirma Marcelo Alonso, professor de Geografia.
Os alunos já estão se preparando para as suas participações na conferência.
Grupo de estudantes do Colégio Pedro II foi aprovado para uma conferência na universidade de Harvard
Reprodução/ TV Globo
Agora, os alunos têm mais um desafio: precisam juntar cerca de 60 mil reais para custear as despesas da viagem. Eles já conseguiram arrecadar as taxas de inscrição e precisam pagar as passagens, comprar alguns materiais e roupas de frio.
“A gente vai aprender muito além do que aprende na escola”, disse Bernardo Castro Vasconcelos, um dos alunos aprovados. Os estudantes aproveitam para destacar a importância do retorno presencial às aulas, depois de dois anos estudando de forma online devido à pandemia.
"A gente passou dois anos em casa estudando na forma online, a gente só voltou pra escola mesmo assim esse ano. Então, participar desse evento é uma forma de voltar e sabe, aprender muito além do que a gente aprende na escola", completou Bernardo
“É uma prova de que a gente tem ensino de qualidade. Apesar de muitos problemas, de muitas críticas, nós professores e alunos estamos fazendo um trabalho de excelência”, reforçou o professor.

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Entenda decisão da Unicamp que exclui pretos e pardos de escolas particulares no ingresso via Enem para o Vestibular 2023

Decisão foi tomada pelo Conselho Universitário em agosto e veio à tona nesta terça após protesto de universitários, que suspenderam aulas. Inscrições acontecem em 1 de novembro, mas edital ainda não saiu Vista aérea da Unicamp, em Campinas
Antoninho Perri/Ascom/Unicamp
A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), em Campinas (SP), confirmou ao g1 nesta terça-feira (4) que os candidatos ao Vestibular 2023 autodeclarados pretos e pardos que tenham concluído o ensino médio em escola particular não poderão optar mais pela modalidade de ingresso via Enem.
A mudança aprovada pelo Conselho Universitário (Consu) em agosto veio à tona nesta terça como uma das pautas reivindicadas pelos estudantes em uma paralisação que resultou na suspensão de aulas.
Diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto disse ao g1 que a alteração não foi pensada após o resultado das inscrições no vestibular tradicional este ano – 30,2% dos 61.624 inscritos são estudantes da rede pública, o menor í..

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Decisão foi tomada pelo Conselho Universitário em agosto e veio à tona nesta terça após protesto de universitários, que suspenderam aulas. Inscrições acontecem em 1 de novembro, mas edital ainda não saiu Vista aérea da Unicamp, em Campinas
Antoninho Perri/Ascom/Unicamp
A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), em Campinas (SP), confirmou ao g1 nesta terça-feira (4) que os candidatos ao Vestibular 2023 autodeclarados pretos e pardos que tenham concluído o ensino médio em escola particular não poderão optar mais pela modalidade de ingresso via Enem.
A mudança aprovada pelo Conselho Universitário (Consu) em agosto veio à tona nesta terça como uma das pautas reivindicadas pelos estudantes em uma paralisação que resultou na suspensão de aulas.
Diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto disse ao g1 que a alteração não foi pensada após o resultado das inscrições no vestibular tradicional este ano – 30,2% dos 61.624 inscritos são estudantes da rede pública, o menor índice em seis anos e igual a 2017 – veja o gráfico abaixo.
Segundo ele, o que motivou foi a ampliação da diferença no rendimento entre alunos de escolas públicas e os de escolas particulares.
"A mudança não foi pensada por causa dos índices deste ano, mas foi pensada por causa de uma certa tendência de ampliação da diferença entre os rendimentos nas provas dos candidatos de escola pública e os candidatos de escola particular", disse.
"Não há nenhuma diminuição dos índices de pretos e pardos na universidade. O que há é uma ênfase para que mais estudantes de escola pública estejam dentro da mesma universidade. E lembrando sempre que pretos e pardos de escolas privadas podem, e devem, concorrer pelo vestibular no sistema de cotas da ampla concorrência do vestibular da Unicamp", completou José Alves.
A decisão do Conselho Universitário (Consu) é do dia 2 de agosto, e foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 5 do mesmo mês. Ela transfere o percentual de vagas antes destinadas a pretos e pardos sem definir origem escolar para o grupo autodeclarado e específico de escolas públicas – que inclui também indígenas.
"10% para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas e sejam autodeclarados pretos, pardos ou indígenas", diz trecho do artigo 52 da deliberação do Consu de 2017.
Como era e como ficou
A modalidade Enem-Unicamp existe desde 2019, e é constituída de uma reserva de 20% das vagas totais disponibilizadas pela universidade no vestibular. O edital para as inscrições deste ano – para o vestibular de 2023 – ainda não foi publicado pela Comvest, o que deve acontecer mais próximo da abertura dos cadastros, marcada para o dia 1 de novembro.
A divisão funcionava da seguinte maneira:
10% do total de vagas de cada curso para alunos de escola pública (ou 50% das vagas Enem)
5% do total de vagas para autodeclarados preto ou pardos (ou 25% das vagas Enem)
5% do total de vagas para alunos de escola pública e autodeclarados pretos ou pardos ou indígenas (ou 25% das vagas Enem)
E agora passa a ser assim:
10% do total de vagas para estudantes do ensino médio de escola pública (ou 50% das vagas Enem)
10% do total de vagas para estudantes do ensino médio de escola pública e autodeclarados pretos ou pardos ou indígenas (ou 50% das vagas Enem)
"A mudança se deve a dois objetivos: primeiro, ampliar e dar maior oportunidade para estudantes de escola pública; segundo, fazer com que a concorrência seja mais adequada, considerando que nós temos mais candidatos de escola pública pretos e pardos do que candidatos de escola privada pretos e pardos concorrendo a 5% de vagas em cada um dos nichos anteriores", explicou José Alves.
VÍDEOS: confira outros destaques da região
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Quase 36% dos jovens do Brasil não estudam e não trabalham, mostra relatório da OCDE

Brasil é o segundo país no ranking jovens de 18 a 24 anos não desempenham atividade profissional e nem estão matriculados em instituições de ensino, ficando atrás apenas da África do Sul. Brasil tem 35,9% de jovens que não estudam nem trabalham, segundo levantamento da OCDE
Brasil é o segundo país com mais jovens de 18 a 24 anos que não estudam ou trabalham. É o que diz um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado na segunda-feira (3).
De acordo com o estudo Education at a Glance 2022, 35,9% dos brasileiros na faixa etária não estão matriculados em instituições de ensino e não desempenham nenhuma atividade profissional.
O país fica atrás apenas da África do Sul, onde 46,2% dos jovens estão na mesma situação.
O estudo avaliou a ocupação de jovens em 38 países membros do OCDE, além de países como Brasil, Argentina, China, Índia, Indonésia, Arábia Saudita and África do Sul.
O indicador considera que pessoas de 18 a 24 anos estão em transição..

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Brasil é o segundo país no ranking jovens de 18 a 24 anos não desempenham atividade profissional e nem estão matriculados em instituições de ensino, ficando atrás apenas da África do Sul. Brasil tem 35,9% de jovens que não estudam nem trabalham, segundo levantamento da OCDE
Brasil é o segundo país com mais jovens de 18 a 24 anos que não estudam ou trabalham. É o que diz um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado na segunda-feira (3).
De acordo com o estudo Education at a Glance 2022, 35,9% dos brasileiros na faixa etária não estão matriculados em instituições de ensino e não desempenham nenhuma atividade profissional.
O país fica atrás apenas da África do Sul, onde 46,2% dos jovens estão na mesma situação.
O estudo avaliou a ocupação de jovens em 38 países membros do OCDE, além de países como Brasil, Argentina, China, Índia, Indonésia, Arábia Saudita and África do Sul.
O indicador considera que pessoas de 18 a 24 anos estão em transição do estudo para o trabalho e conclui que não ter uma atividade profissional pode causar "consequências duradouras, especialmente quando a pessoa experiencia períodos longos de desemprego ou inatividade".
VÍDEOS E PODCAST

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USP exclui notas e frequências de 275 alunos que não apresentaram comprovante de vacinação contra a Covid-19

A exigência da vacinação para o retorno às aulas presenciais na universidade começou a valer em outubro do ano passado. Universidade diz que alguns alunos já começaram a regularizar situação e apresentar o comprovante da imunização. Vista aérea da Praça do Relógio, na Cidade Universitária da USP, na Zona Oeste de São Paulo.
Cecília Bastos/USP Imagem
A Universidade de São Paulo (USP) informou nesta sexta-feira (30) que ao menos 275 alunos dos cursos de graduação que não se vacinaram contra a Covid-19 tiveram as notas e frequências em aula excluídas do sistema da universidade.
A USP alega que esses estudantes não apresentaram a comprovação das duas primeiras doses dos imunizantes. A exigência da terceira dose de reforço contra o coronavírus será cobrada nesse segundo semestre.
A comprovação da vacinação é uma exigência que passou a vigorar na universidade em outubro de 2021, quando foram retomadas as aulas presenciais em todos os campus da universidade.
A exigência da vacina também fo..

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A exigência da vacinação para o retorno às aulas presenciais na universidade começou a valer em outubro do ano passado. Universidade diz que alguns alunos já começaram a regularizar situação e apresentar o comprovante da imunização. Vista aérea da Praça do Relógio, na Cidade Universitária da USP, na Zona Oeste de São Paulo.
Cecília Bastos/USP Imagem
A Universidade de São Paulo (USP) informou nesta sexta-feira (30) que ao menos 275 alunos dos cursos de graduação que não se vacinaram contra a Covid-19 tiveram as notas e frequências em aula excluídas do sistema da universidade.
A USP alega que esses estudantes não apresentaram a comprovação das duas primeiras doses dos imunizantes. A exigência da terceira dose de reforço contra o coronavírus será cobrada nesse segundo semestre.
A comprovação da vacinação é uma exigência que passou a vigorar na universidade em outubro de 2021, quando foram retomadas as aulas presenciais em todos os campus da universidade.
A exigência da vacina também foi documento obrigatório a ser apresentado para os alunos que passaram no vestibular e fizeram matrícula para ingressaram na USP em 2022.
“Temos, no momento, 275 alunos com registros irregulares de nota e frequência cancelados, mas o número ainda pode diminuir, pois há alunos que estão apresentando os comprovantes agora, depois da retirada dos registros, embora tenham sido vacinados há bastante tempo”, disse a USP em nota enviada ao g1.
USP retoma as aulas presenciais com uso obrigatório de máscara e comprovante de vacinação
Os 275 alunos excluídos correspondem a 0,45% do corpo discente de graduação, que é de 60 mil alunos, segundo a universidade.
“As notas e/ou frequências removidas são de estudantes que não enviaram a comprovação da primeira e segunda dose da vacina contra a covid-19. A obrigatoriedade da 3° dose / reforço da vacina será aplicada para o segundo semestre de 2022. Dessa forma, apenas estudantes com as três doses das vacinas poderão frequentar aulas presenciais e obter notas nessas disciplinas no segundo semestre de 2022”, declarou a assessoria de imprensa da USP.
USP exige comprovante de vacinação contra Covid para efetuar matrícula de aprovados no vestibular 2022
"Temos, no momento, 275 alunos com registros irregulares de nota e frequência cancelados, mas o número ainda pode diminuir, pois há alunos que estão apresentando os comprovantes agora, depois da retirada dos registros, embora tenham sido vacinados há bastante tempo", completou a nota da entidade.
Questionada pelo g1, a universidade não informou o destino que será dado aos alunos que se negarem a regularizar a situação sanitária.

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Resultado do Revalida 2022 está disponível; veja como consultá-lo

Exame permite que candidato formado em medicina no exterior valide o diploma no Brasil e exerça a profissão aqui no país. Resultados do Revalida estão disponíveis
Unsplash
O resultado final do Revalida do 1º semestre de 2022 (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira) foi divulgado na noite desta quinta-feira (29), no sistema on-line da avaliação.
Por meio dessa prova, médicos formados fora do Brasil podem validar o diploma para exercer a profissão aqui no país.
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No total, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 2.166 candidatos foram aprovados nas duas etapas (teórica e prática).
A partir desta sexta-feira (30), eles deverão:
indicar a universidade brasileira que revalidará o diploma estrangeiro (a depender das vagas oferecidas no sistema do Revalida – veja lista no fim desta reportagem);
agendar ..

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Exame permite que candidato formado em medicina no exterior valide o diploma no Brasil e exerça a profissão aqui no país. Resultados do Revalida estão disponíveis
Unsplash
O resultado final do Revalida do 1º semestre de 2022 (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira) foi divulgado na noite desta quinta-feira (29), no sistema on-line da avaliação.
Por meio dessa prova, médicos formados fora do Brasil podem validar o diploma para exercer a profissão aqui no país.
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No total, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 2.166 candidatos foram aprovados nas duas etapas (teórica e prática).
A partir desta sexta-feira (30), eles deverão:
indicar a universidade brasileira que revalidará o diploma estrangeiro (a depender das vagas oferecidas no sistema do Revalida – veja lista no fim desta reportagem);
agendar na instituição de ensino escolhida uma data para entregar a documentação exigida.
A última etapa do Revalida do 1º semestre de 2022 foi aplicada em 25 e 26 de junho, para 3.334 participantes. Eles responderam a perguntas sobre interpretação de exames, formulação de hipóteses diagnósticas, história clínica e aconselhamento de pacientes e familiares.
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USP é 2ª melhor universidade da América Latina, diz ranking
Lista de instituições de ensino do Revalida
Abaixo, veja a lista de instituições de ensino brasileiras que revalidam diplomas estrangeiros:
Universidade de Brasília (UnB)
Universidade de Taubaté
Universidade do Estado do Amazonas
Universidade Estadual de Feira de Santana
Universidade Estadual de Londrina
Universidade Estadual do Ceará
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Universidade Federal da Bahia
Universidade Federal de Juiz De Fora
Universidade Federal de Mato Grosso Do Sul
Universidade Federal de Minas Gerais
Universidade Federal de Ouro Preto
Universidade Federal de Pelotas
Universidade Federal de Rondônia
Universidade Federal de Roraima
Universidade Federal de Santa Catarina
Universidade Federal de São João Del-rei
Universidade Federal de Sergipe
Universidade Federal de Viçosa
Universidade Federal do Acre
Universidade Federal do Cariri
Universidade Federal do Ceará
Universidade Federal do Maranhão
Universidade Federal do Paraná
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Universidade Federal do Tocantins
Universidade Federal do Vale do São Francisco
Universidade Federal Fluminense
Universidade Federal de Goiás
Universidade Federal de Pernambuco
Universidade Federal de Uberlândia
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Universidade Federal de Santa Maria
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
Universidade Federal de Alagoas
Universidade Federal de Campina Grande
Universidade Federal do Amazonas
Universidade Federal da Grande Dourados
Universidade Federal do Espirito Santo
Universidade Estadual do Oeste do Paraná
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Unicamp 2023: comissão lança simulados on-line para 1ª fase do vestibular; veja como fazer

Primeira fase do exame 2023 acontece em 6 de novembro, e a segunda está marcada para os dias 11 e 12 de dezembro. Processo seletivo reúne 61,6 mil inscritos para 2.540 vagas em 69 cursos. Estudantes podem fazer simulado sobre vestibular da Unicamp
Reprodução/Comvest
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A comissão responsável por organizar o vestibular da Unicamp(Comvest) lançou na tarde desta quinta-feira (29) uma página onde reúne simulados on-line para a 1ª fase do exame, com base em provas aplicadas entre as edições 2017 e 2022. O acesso é liberado para todos os estudantes no site institucional, mas o objetivo da universidade é auxiliar candidatos inscritos no processo seletivo 2023.
O site disponibiliza questões de todas as disciplinas abordadas no exame: biologia, física, geografia, história, inglês, língua portuguesa, literatura, matemática e química. Ao acessar a página, o estudante pode criar uma prova personalizada, com questões de determinadas matérias, ou realizar a avaliação completa de cada ano do vestibula..

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Primeira fase do exame 2023 acontece em 6 de novembro, e a segunda está marcada para os dias 11 e 12 de dezembro. Processo seletivo reúne 61,6 mil inscritos para 2.540 vagas em 69 cursos. Estudantes podem fazer simulado sobre vestibular da Unicamp
Reprodução/Comvest
O
A comissão responsável por organizar o vestibular da Unicamp(Comvest) lançou na tarde desta quinta-feira (29) uma página onde reúne simulados on-line para a 1ª fase do exame, com base em provas aplicadas entre as edições 2017 e 2022. O acesso é liberado para todos os estudantes no site institucional, mas o objetivo da universidade é auxiliar candidatos inscritos no processo seletivo 2023.
O site disponibiliza questões de todas as disciplinas abordadas no exame: biologia, física, geografia, história, inglês, língua portuguesa, literatura, matemática e química. Ao acessar a página, o estudante pode criar uma prova personalizada, com questões de determinadas matérias, ou realizar a avaliação completa de cada ano do vestibular que foi publicado pela universidade estadual.
Estão disponíveis, ainda, simulados prontos com 30 questões de cada disciplina abordada no vestibular, informou a Comvest. "Ao final dos simulados, os estudantes têm acesso a estatísticas como quantidade de erros e acertos e questões não respondidas", diz nota da comissão.
Concorrência
O vestibular 2023 da Unicamp tem 61,6 mil candidatos inscritos para disputa de 2.540 vagas em 69 cursos de graduação. O número é inferior aos 63,2 mil da edição anterior e, ainda em meio aos reflexos da pandemia no ensino e economia, a universidade tem entre participantes 30,2% de estudantes da rede pública, o menor índice em seis anos e igual a 2017.
A comissão organizadora (Comvest) informou que a primeira fase terá avaliação em 6 de novembro, e a segunda fase será realizada pela primeira vez no mês de dezembro, nos dias 11 e 12 – período em meio à realização da Copa do Mundo no Catar, entre 21 de novembro e 18 de dezembro. O calendário foi definido de maneira conjunta entre responsáveis pelos vestibulares das universidades públicas de São Paulo, para evitar que datas coincidam e ainda facilitar a participação de candidatos nos exames.
Os dez cursos mais concorridos
Medicina – 293,87 candidatos por vaga (c/v)
Arquitetura e urbanismo – 83
Ciência da computação – 75,85
Ciências biológicas – 49,79
Engenharia de computação – 44,7
Comunicação social – midialogia – 39,58
Farmácia – 32,5
Enfermagem – 28,5
Ciências Econômicas (integral) – 29,61
História – 27,47
O vestibular
O diretor da comissão salientou que o modelo de prova será o mesmo da edição anterior, quando a primeira fase começou a ser elaborada com 72 questões a serem resolvidas pelo período de cinco horas. Já a segunda fase continuará a ser aplicada em dois dias, com provas comuns a todos os candidatos, incluindo a de redação, e um dia em que aborda os conhecimentos específicos.
Os locais de prova da primeira fase serão divulgados pela Comvest no dia 25 de outubro. O exame segue a logística do vestibular anterior, informou a Comvest. As provas da 1ª fase ocorrem em 31 cidades de São Paulo, além de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Salvador (BA). Confira abaixo o cronograma completo..
A primeira lista de aprovados será divulgada em fevereiro de 2023, com matrícula online no período entre os dias 7 e 9. O semestre letivo começa no mês de março e a Unicamp prevê até oito chamadas de candidatos aprovados no processo seletivo.
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Provas de habilidades
Antes da primeira fase, informou a Unicamp, haverá provas de habilidades específicas para quem planeja cursar música (setembro e outubro). Para os demais cursos que exigem provas específicas – arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais e dança – elas serão entre 4 e 6 de janeiro.
Cronograma
1ª fase: 6 de novembro de 2022;
2ª fase: 11 e 12 de dezembro de 2022;
Provas de habilidades específicas: 4 a 6 de janeiro de 2023;
Divulgação da primeira chamada: 6 de fevereiro de 2023;
Matrícula online da primeira chamada: 7 a 9 de fevereiro de 2023;
Obras literárias
A lista de obras literárias obrigatórias no vestibular 2023 é a mesma do exame anterior:
"Carta de Achamento do Brasil" – Pero Vaz de Caminha;
"Niketche – uma História de Poligamia" – Paulina Chiziane;
"Tarde" – Olavo Bilac;
"Bons dias" – Machado de Assis;
"Sonetos escolhidos" – Luís de Camões;
Sobrevivendo no inferno" – Racionais MC's;
"O seminário dos ratos" – Lygia Fagundes Telles (ficou de fora em 2021 após redução);
"O marinheiro" – Fernando Pessoa;
"A falência" – Júlia Lopes de Almeida;
"O ateneu" – Raul Pompeia;
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Brasil pode enfrentar ‘apagão de professores’ em 2040, diz pesquisa

Desinteresse dos jovens pelas carreiras de licenciatura, envelhecimento do corpo docente e abandono da profissão contribuem para que, daqui a menos de duas décadas, faltem 235 mil professores na educação básica, prevê Instituto Semesp. Falta de professores é motivada principalmente pelo desinteresse dos jovens na carreira, considerada pouco atrativa
Prefeitura de Uberaba/Divulgação
Em 2040, haverá o risco de o Brasil enfrentar um “apagão” de professores na educação básica: faltarão 235 mil docentes nas escolas do país, segundo a projeção divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Semesp.
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Esse déficit pode ser atribuído ao:
desinteresse dos mais jovens – de 2010 a 2020, diminuiu a participação de alunos de até 29 anos entre os calouros dos cursos de licenciatura (queda de 9,8 pontos percentuais, de 62,8% para 53%);
envelhecimento dos profissionais da categoria – o número de docentes com mais de 50 an..

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Desinteresse dos jovens pelas carreiras de licenciatura, envelhecimento do corpo docente e abandono da profissão contribuem para que, daqui a menos de duas décadas, faltem 235 mil professores na educação básica, prevê Instituto Semesp. Falta de professores é motivada principalmente pelo desinteresse dos jovens na carreira, considerada pouco atrativa
Prefeitura de Uberaba/Divulgação
Em 2040, haverá o risco de o Brasil enfrentar um "apagão" de professores na educação básica: faltarão 235 mil docentes nas escolas do país, segundo a projeção divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Semesp.
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Esse déficit pode ser atribuído ao:
desinteresse dos mais jovens – de 2010 a 2020, diminuiu a participação de alunos de até 29 anos entre os calouros dos cursos de licenciatura (queda de 9,8 pontos percentuais, de 62,8% para 53%);
envelhecimento dos profissionais da categoria – o número de docentes com mais de 50 anos, que provavelmente se aposentarão em breve, aumentou 109% de 2009 a 2021 (a maioria já exercia o magistério, mas sem o diploma);
abandono precoce da carreira, devido aos baixos salários e às condições precárias de trabalho;
avanço do ensino à distância na faculdade – nessa modalidade, predominante desde 2016, as taxas de evasão são mais altas (de cada 3 alunos de EAD, um desiste no meio do caminho).
As informações acima tomam como base os números divulgados anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
LEIA TAMBÉM: Mesmo com notas baixíssimas no MEC, faculdades de pedagogia caçam alunos com mensalidades abaixo de R$ 200
Áreas mais prejudicadas
Segundo o Inep, as especialidades com maior queda no número de concluintes na graduação, entre 2016 e 2020, foram:
biologia (-21,3%);
química (-12,8%);
ciências sociais (-11,7%);
letras (-10,1%);
história (-7,5%);
geografia (-6%).
Em pedagogia, houve um aumento de 9,8%, motivado provavelmente pela ampliação do mercado de trabalho: desde 2009, a educação infantil passou a ser obrigatória para crianças de 4 anos.
Baixa remuneração
De acordo com dados de 2020 da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), um professor do ensino médio ganhava, em média, R$ 5,4 mil. É um salário mais baixo do que o recebido por profissionais graduados e empregados no Brasil (R$ 6,5 mil).
Veja abaixo as remunerações médias em cada etapa da educação básica:
Professor de educação infantil (creche): R$ 2.489
Professor de educação infantil (pré-escola): R$ 3.777
Professor de ensino fundamental I: R$ 3.810
Professor de ensino fundamental II: R$ 3.835
Professor de ensino médio: R$ 5.418
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UFJF divulga últimas listas de reclassificação do Pism e Sisu para o segundo semestre de 2022

Foram convocados 14 aprovados pelo Pism e 59 pelo Sisu. Os estudantes devem fazer a pré-matrícula on-line até domingo (2). Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora
A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou nesta quarta-feira (28) as últimas listas de reclassificação do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) e do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o 2º semestre de 2022. As vagas são para candidatos inscritos no campus sede e em Governador Valadares.
Foram convocados 14 aprovados pelo Pism e 59 pelo Sisu. Os estudantes devem fazer a pré-matrícula on-line, requisito obrigatório para o ingresso na instituição, até às 23h59 de domingo (2). Além disso, os estudantes precisam encaminhar a documentação exigida remotamente entre os dias 4 e 7 de outubro.
Faça a pré-matrícula on-line do Pism
Faça a pré-matrícula on-line do Sisu
Pré-matrícula
A UFJF informou que o candidato que enfrentar qualquer dificu..

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Foram convocados 14 aprovados pelo Pism e 59 pelo Sisu. Os estudantes devem fazer a pré-matrícula on-line até domingo (2). Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora
A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou nesta quarta-feira (28) as últimas listas de reclassificação do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) e do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o 2º semestre de 2022. As vagas são para candidatos inscritos no campus sede e em Governador Valadares.
Foram convocados 14 aprovados pelo Pism e 59 pelo Sisu. Os estudantes devem fazer a pré-matrícula on-line, requisito obrigatório para o ingresso na instituição, até às 23h59 de domingo (2). Além disso, os estudantes precisam encaminhar a documentação exigida remotamente entre os dias 4 e 7 de outubro.
Faça a pré-matrícula on-line do Pism
Faça a pré-matrícula on-line do Sisu
Pré-matrícula
A UFJF informou que o candidato que enfrentar qualquer dificuldade na realização da pré-matrícula, deve enviar e-mail para cdara@ufjf.edu.br até o dia 2. Não serão aceitas matrículas após o período estabelecido.
Documentos
No Regulamento de Matrícula da UFJF estão listados todos os documentos a serem providenciados pelos convocados. A lista varia de acordo com o grupo de acesso/cota escolhido no Sisu.
A documentação a ser entregue e demais disposições devem ser observadas na página da Coordenadoria de Assuntos e Registros Acadêmicos (Cdara).
VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

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Prouni 2022: prazo para se inscrever na lista de espera termina nesta quarta (28)

Oportunidade é válida para os alunos que não foram pré-aprovados nas chamadas regulares. Resultado da pré-seleção será divulgado em 3 de outubro. Cronograma da lista de espera do Prouni 2022.
Reprodução
Termina nesta quarta-feira (28) o prazo para os candidatos se inscreverem na lista de espera do Programa Universidade Para Todos (Prouni) 2022. Os interessados devem manifestar seu interesse na página do Prouni : https://prounialuno.mec.gov.br/.
A lista de espera é uma oportunidade para os alunos que não foram pré-aprovados nas chamadas regulares ou não tiveram turma formada acessarem o ensino superior.
O resultado da pré-seleção será divulgado em 3 de outubro e a entrega dos documentos para comprovação de informações ocorrerá de 3 a 7 de outubro.
O Prouni é um programa do Ministério da Educação (MEC) que concede bolsas de estudo parciais (que cobrem 50% da mensalidade) e integrais (100%) em instituições de universidades particulares, a partir da nota do Enem.
Critérios de seleção na ..

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Oportunidade é válida para os alunos que não foram pré-aprovados nas chamadas regulares. Resultado da pré-seleção será divulgado em 3 de outubro. Cronograma da lista de espera do Prouni 2022.
Reprodução
Termina nesta quarta-feira (28) o prazo para os candidatos se inscreverem na lista de espera do Programa Universidade Para Todos (Prouni) 2022. Os interessados devem manifestar seu interesse na página do Prouni : https://prounialuno.mec.gov.br/.
A lista de espera é uma oportunidade para os alunos que não foram pré-aprovados nas chamadas regulares ou não tiveram turma formada acessarem o ensino superior.
O resultado da pré-seleção será divulgado em 3 de outubro e a entrega dos documentos para comprovação de informações ocorrerá de 3 a 7 de outubro.
O Prouni é um programa do Ministério da Educação (MEC) que concede bolsas de estudo parciais (que cobrem 50% da mensalidade) e integrais (100%) em instituições de universidades particulares, a partir da nota do Enem.
Critérios de seleção na lista de espera
Lista de espera para a 1ª opção de curso para quem foi:
reprovado nas duas chamadas regulares;
pré-selecionado na segunda opção de curso, mas reprovado por não formação de turma.
Lista de espera para a 2ª opção de curso para quem foi:
reprovado nas duas chamadas regulares (e não houve formação de turma na primeira opção de curso);
pré-selecionado na 1ª opção, mas reprovado porque não houve formação de turma.
Cronograma do Prouni
Inscrição na lista de espera: 27 e 28 de setembro
Divulgação da lista de espera para as instituições de ensino: 3 de outubro
Comprovação das informações dos aprovados na lista de espera: 3 a 7 de outubro.

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Fies: engenheiro que devia R$ 70 mil vai pagar dívida com 10 parcelas de R$ 580; entenda renegociação e prazos

Benefício também pode ser contratado por contratantes que estão com o pagamento em dia, mas taxa de desconto varia de acordo com o perfil de cada pessoa. Renegociação pode ser feita até 31 de dezembro. FIES abre rodada de renegociação de parcelas atrasadas
Felipe Costa tinha um débito de quase R$ 70 mil da contratação do financiamento de sua graduação em Engenharia Civil. Desempregado desde 2018, quando concluiu o curso, o paraense de 28 anos não havia conseguido quitar nenhuma das parcelas até março de 2022.
A situação só mudou com a oportunidade de renegociação de débitos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que foi instituída por uma medida provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro em 2021 e aprovada pelo Congresso em 2022 (saiba mais abaixo nesta reportagem).
O jovem conseguiu um desconto de 97% da dívida, restando R$ 5,8 mil que foram divididos em 10 parcelas que ele ainda está quitando.
“Em fevereiro, meus amigos me contaram sobre a renegociação e assim que o p..

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Benefício também pode ser contratado por contratantes que estão com o pagamento em dia, mas taxa de desconto varia de acordo com o perfil de cada pessoa. Renegociação pode ser feita até 31 de dezembro. FIES abre rodada de renegociação de parcelas atrasadas
Felipe Costa tinha um débito de quase R$ 70 mil da contratação do financiamento de sua graduação em Engenharia Civil. Desempregado desde 2018, quando concluiu o curso, o paraense de 28 anos não havia conseguido quitar nenhuma das parcelas até março de 2022.
A situação só mudou com a oportunidade de renegociação de débitos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que foi instituída por uma medida provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro em 2021 e aprovada pelo Congresso em 2022 (saiba mais abaixo nesta reportagem).
O jovem conseguiu um desconto de 97% da dívida, restando R$ 5,8 mil que foram divididos em 10 parcelas que ele ainda está quitando.
"Em fevereiro, meus amigos me contaram sobre a renegociação e assim que o prazo passou a valer eu fui atrás. [A renegociação] foi muito fácil, fiz pela internet mesmo", conta.
COTAS EM CONCURSOS: Por que universidades sorteiam vagas para contratar professores negros?
'EU CHAMO DE BUSINESS': Saiba como funciona o mercado que frauda TCCs
O programa do governo federal cobre parte das mensalidades de estudantes em universidades privadas, com a contrapartida de eles quitarem o financiamento após a formatura. Aqueles que contratam o Fies, mas atrasam o pagamento em mais de 90 dias são considerados inadimplentes.
Luana Rodrigues, de 31 anos, renegociou sua dívida do Fies.
Arquivo pessoal.
A pernambucana Luana Rodrigues da Silva, de 31 anos, estava inadimplente desde 2016, quando precisou arcar com os custos do funeral de dois familiares e acabou atrasando as parcelas do financiamento.
"Sempre paguei minhas contas em dia, mas precisei priorizar o pagamento das despesas dos funerais, que não são baratas. E com isso me compliquei com as parcelas do Fies, que nem eram caras", lembra.
O financiamento cobriu sua licenciatura em História, que custava cerca de R$ 20 mil. Se pagasse em dia, o valor, acrescido os juros e condições de contrato, seria quitado em quase 15 anos. Mas com o desconto de mais de 80% que conseguiu na renegociação, Luana vai pagar 10 parcelas de R$ 273. A terceira delas foi paga no dia em que conversou com a reportagem.
"Eu quero limpar meu nome. Para a gente que é pobre, o nome é tudo, e se ele estiver sujo igual pau de galinheiro, não dá para fazer nada", diz aos risos.
Sobre a renegociação
Renegociar a dívida é uma alternativa para todos os contratantes do Fies, estejam eles inadimplentes ou não. O desconto varia de acordo com o perfil de cada pessoa, mas pode chegar até 99%.
Em 1º de setembro começou a valer o novo prazo para a contratação da renegociação, que pode ser feita até 31 de dezembro de forma remota, diretamente com os agentes financeiros (Caixa e Banco do Brasil).
A primeira etapa vigorou de 7 de março a 31 de agosto, e não incluía contratantes que estavam com as parcelas em dia.
Em março, o Ministério da Educação informou que dos 2,6 milhões de contratos ativos formalizados até 2017, mais de 2 milhões estavam na fase de amortização. Destes, mais de 1 milhão de estudantes estão inadimplentes, com mais de 90 dias de atraso no pagamento.
Neste período, segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) — órgão responsável por gerenciar o Fies — 212.252 contratos foram renegociados e mais de R$ 232 milhões foram arrecadados com o pagamento do valor da entrada.
De acordo com as regras que regem a etapa atual, alunos que estão com o pagamento das parcelas em dia têm direito a um desconto de 12% da dívida.
Já os alunos que estavam em fase de quitação em 30 de dezembro de 2021, mas que atrasaram o pagamento das parcelas em mais de 90 dias podem conseguir um desconto de até 99% do valor total. O desconto obtido vai variar de acordo com o perfil do candidato (entenda mais abaixo).
Também podem solicitar o desconto contratantes com atrasos de mais de um ano que tenham sido beneficiários do Auxílio Emergencial 2021 ou que estejam inscritos no CadÚnico.
O FNDE espera atender a cerca de 2 milhões de financiados.
Para saber se tem direto ao benefício, o estudante pode fazer simulações da renegociação na plataforma oferecida com o banco com o qual possui o contrato do Fies.
Porcentagem de desconto por categoria
Estudantes sem atraso
Desconto de 12% no valor que ainda precisa ser pago, apenas à vista.
Estudantes com atraso de 90 dias
Desconto de totalidade dos encargos (como juros e taxas) e de 12% do valor principal, para pagamento à vista;
Abatimento de todas os encargos, sem desconto no valor principal, com a possibilidade de dividir em 150 vezes (cada parcela precisa ser de no mínimo R$ 200).
Estudantes com atrasos de mais de 365 dias, que tenham sido beneficiários do Auxílio Emergencial 2021 ou que estejam inscritos no CadÚnico
Desconto de 92% no valor total da dívida, para pagamento à vista.
Estudantes com atrasos de mais de 5 anos, que tenham sido beneficiários do Auxílio Emergencial 2021 ou que estejam inscritos no CadÚnico
Desconto de 99% no valor total da dívida, para pagamento à vista.
Como solicitar a renegociação
Página da Caixa sobre renegociação do Fies.
Emily Santos/g1
Renegociação na Caixa
O estudante que tem contrato com a Caixa pode consultar se tem direito à renegociação e até fazer uma simulação no site sifesweb.caixa.gov.br ou no app Fies Caixa.
De 1º de setembro a 31 de dezembro, ele pode gerar o boleto de forma digital.
Caso seja necessária a atualização cadastral, os documentos também deverão ser enviados pela plataforma.
O pagamento do boleto gerado efetiva a adesão à renegociação.
Para mais informações, os estudantes podem acessar o site www.caixa.gov.br/fies ou ligar no 0800 726 0101.
Renegociação no Banco do Brasil
A renegociação pelo Banco do Brasil poderá será feita digitalmente, pelo aplicativo da instituição financeira, mas há a opção de ser realizada também em qualquer agência do BB.
Para aderir à renegociação, o estudante deve acessar a opção "Soluções de Dívidas, Renegociação Fies". Por meio disso, poderá verificar as opções disponíveis para liquidação ou parcelamento da dívida e os descontos concedidos.
Na plataforma, ele pode contratar a renegociação e gerar o boleto, seja da parcela de entrada ou do pagamento integral da dívida.
Para mais informações, os estudantes podem acessar o App BB ou o portal www.bb.com.br, além do WhatsApp (61) 4004-0001 e a Central de Atendimento BB (0800-729-0001).

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Unicamp 2023: vestibular tem baixas de candidatos em famílias com até 5 salários, e de fora de SP; veja perfil

Primeira fase acontece em 6 de novembro, e a segunda está marcada para 11 e 12 de dezembro. Universidade estadual divulgou nesta sexta (23) que recebeu 61,6 mil inscrições; confira detalhes. Estudantes no campus da Unicamp
Antonio Scarpinetti / Unicamp
O grupo de candidatos inscritos no vestibular 2023 da Unicamp que pertencem a famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos diminuiu pelo segundo ano seguido, de acordo com levantamento divulgado pela comissão organizadora (Comvest) nesta sexta-feira (23). Além disso, no comparativo com a edição anterior, houve redução na quantidade de estudantes de fora do estado de São Paulo interessados na disputa por 2.540 vagas em 69 cursos. Veja abaixo detalhes do perfil.
O processo seletivo recebeu 61,6 mil inscrições. Deste total, 30,2% são estudantes da rede pública, o menor índice em seis anos e igual a 2017. Confira aqui detalhes.
A primeira fase terá avaliação em 6 de novembro, e a segunda fase será realizada pela primeira vez no mê..

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Primeira fase acontece em 6 de novembro, e a segunda está marcada para 11 e 12 de dezembro. Universidade estadual divulgou nesta sexta (23) que recebeu 61,6 mil inscrições; confira detalhes. Estudantes no campus da Unicamp
Antonio Scarpinetti / Unicamp
O grupo de candidatos inscritos no vestibular 2023 da Unicamp que pertencem a famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos diminuiu pelo segundo ano seguido, de acordo com levantamento divulgado pela comissão organizadora (Comvest) nesta sexta-feira (23). Além disso, no comparativo com a edição anterior, houve redução na quantidade de estudantes de fora do estado de São Paulo interessados na disputa por 2.540 vagas em 69 cursos. Veja abaixo detalhes do perfil.
O processo seletivo recebeu 61,6 mil inscrições. Deste total, 30,2% são estudantes da rede pública, o menor índice em seis anos e igual a 2017. Confira aqui detalhes.
A primeira fase terá avaliação em 6 de novembro, e a segunda fase será realizada pela primeira vez no mês de dezembro, nos dias 11 e 12 – período em meio à realização da Copa do Mundo no Catar, entre 21 de novembro e 18 de dezembro. O calendário foi definido de maneira conjunta entre responsáveis pelos vestibulares das universidades públicas de São Paulo, para evitar que datas coincidam e ainda facilitar a participação de candidatos nos exames.
Dados econômicos
O levantamento da Comvest mostra que 43,6% dos inscritos estão em famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 6.060. Veja abaixo a distribuição por faixa.
Nas edições 2022 e 2021 do exame, o grupo representava, respectivamente, 44% e 49,9% dos interessados em oportunidades na graduação da Unicamp.
"Tem a ver com a crise econômica como um todo. Muitas vezes não é apenas a questão da taxa de inscrição porque houve processo de isenção para ser solicitado, e já tínhamos um indicativo da queda neste perfil, sobretudo quem vem de escola pública, e nós temos um cenário em que as famílias ficam inseguras muitas vezes porque não sabem as políticas de apoio que a universidade oferece para que os estudantes possam vir estudar aqui", avaliou o diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto.
As isenções contemplam 12,3% do total de inscritos, índice superior aos 11,5% do exame anterior.
Perfil
A Comvest também destacou outros indicadores para mostrar o perfil dos inscritos:
58% dos inscritos são do sexo feminino, e 42% são do sexo masculino;
71,9% têm entre 17 e 19 anos;
Cor/raça: branca (75%), parda (15,8%), amarela (4,5%), preta (3,8%), indígena (0,1%), não declarada (0,8%);
Inscrições por área: medicina (41%), exatas (26,7%), humanas (19,4%), biológicas (12,9%);
Origem dos candidatos
Outro dado divulgado pela universidade estadual refere-se ao local de origem dos candidatos. Neste ano, o grupo residente fora do estado de São Paulo equivale a 16,3%, enquanto nas duas edições anteriores eram, respectivamente, 18,7% e 18,8%. Com isso, as participações de estudantes em cidades paulistas aumentaram, incluindo regiões de Campinas e da capital, e de outros municípios.
Os locais de prova da primeira fase serão divulgados pela Comvest no dia 25 de outubro. O exame segue a logística do vestibular anterior, informou a Comvest. As provas da 1ª fase ocorrem em 31 cidades de São Paulo, além de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Salvador (BA). Confira abaixo o cronograma completo.
"Tenho que notar especificamente o caso do estado do Ceará, em que a universidade estadual marcou as provas nos mesmos dias em que o vestibular da Unicamp será aplicado. Em Salvador houve aumento de inscritos, mas houve queda significativa em Curitiba e vamos tentar entender quais as motivações. Muitas vezes são candidatos que viajam de outras cidades, dentro do estado do Paraná, para chegar até a cidade e fazer as provas. Tudo isso é um processo, agora que temos os dados, de interpretar e ver o que precisamos planejar para a próxima etapa", avaliou o diretor da comissão.
O diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto
Antoninho Perri / Unicamp
Os dez cursos mais concorridos
Medicina – 293,87 candidatos por vaga (c/v)
Arquitetura e urbanismo – 83
Ciência da computação – 75,85
Ciências biológicas – 49,79
Engenharia de computação – 44,7
Comunicação social – midialogia – 39,58
Farmácia – 32,5
Enfermagem – 28,5
Ciências Econômicas (integral) – 29,61
História – 27,47
O vestibular
O diretor da comissão salientou que o modelo de prova será o mesmo da edição anterior, quando a primeira fase começou a ser elaborada com 72 questões a serem resolvidas pelo período de cinco horas. Já a segunda fase continuará a ser aplicada em dois dias, com provas comuns a todos os candidatos, incluindo a de redação, e um dia em que aborda os conhecimentos específicos.
A primeira lista de aprovados será divulgada em fevereiro de 2023, com matrícula online no período entre os dias 7 e 9. O semestre letivo começa no mês de março e a Unicamp prevê até oito chamadas de candidatos aprovados no processo seletivo.
Provas de habilidades
Antes da primeira fase, informou a Unicamp, haverá provas de habilidades específicas para quem planeja cursar música (setembro e outubro). Para os demais cursos que exigem provas específicas – arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais e dança – elas serão entre 4 e 6 de janeiro.
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Cronograma
1ª fase: 6 de novembro de 2022;
2ª fase: 11 e 12 de dezembro de 2022;
Provas de habilidades específicas: 4 a 6 de janeiro de 2023;
Divulgação da primeira chamada: 6 de fevereiro de 2023;
Matrícula online da primeira chamada: 7 a 9 de fevereiro de 2023;
Obras literárias
A lista de obras literárias obrigatórias no vestibular 2023 é a mesma do exame anterior:
"Carta de Achamento do Brasil" – Pero Vaz de Caminha;
"Niketche – uma História de Poligamia" – Paulina Chiziane;
"Tarde" – Olavo Bilac;
"Bons dias" – Machado de Assis;
"Sonetos escolhidos" – Luís de Camões;
Sobrevivendo no inferno" – Racionais MC's;
"O seminário dos ratos" – Lygia Fagundes Telles (ficou de fora em 2021 após redução);
"O marinheiro" – Fernando Pessoa;
"A falência" – Júlia Lopes de Almeida;
"O ateneu" – Raul Pompeia;
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