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G1

Centenas de famílias são obrigadas a desocupar fazenda em Açailândia, após pedido de reintegração de posse

A área, que fica a 35 quilômetros da sede no município, foi cercada por policiais militares durante todo o dia, além de várias carretas da empresa Suzano, que alega ser a proprietária do terreno. Justiça determina desocupação de área de reserva legal
Nesta quarta-feira (30), foi realizada uma ação de reintegração de posse em uma área localizada na zona rural de Açailândia, na Região Tocantina. Cerca de 150 famílias, que ocupavam a fazenda São Bento, há um ano, tiveram que deixar o local.
Centenas de famílias são obrigadas a desocupar fazenda em Açailândia, após pedido de reintegração de posse
Reprodução/TV Mirante
A área, que fica a 35 quilômetros da sede no município, foi cercada por policiais militares durante todo o dia, além de várias carretas da empresa Suzano, que alega ser a proprietária do terreno.
Na decisão de reintegração de posse, o Tribunal de Justiça do Maranhão considerou que a ocupação aconteceu após o período crítico da pandemia e em áreas de reserva legal. A fazenda ..

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A área, que fica a 35 quilômetros da sede no município, foi cercada por policiais militares durante todo o dia, além de várias carretas da empresa Suzano, que alega ser a proprietária do terreno. Justiça determina desocupação de área de reserva legal
Nesta quarta-feira (30), foi realizada uma ação de reintegração de posse em uma área localizada na zona rural de Açailândia, na Região Tocantina. Cerca de 150 famílias, que ocupavam a fazenda São Bento, há um ano, tiveram que deixar o local.
Centenas de famílias são obrigadas a desocupar fazenda em Açailândia, após pedido de reintegração de posse
Reprodução/TV Mirante
A área, que fica a 35 quilômetros da sede no município, foi cercada por policiais militares durante todo o dia, além de várias carretas da empresa Suzano, que alega ser a proprietária do terreno.
Na decisão de reintegração de posse, o Tribunal de Justiça do Maranhão considerou que a ocupação aconteceu após o período crítico da pandemia e em áreas de reserva legal. A fazenda tem 12 mil hectares e, segundo a empresa, mais da metade é área de preservação ambiental.
Na decisão judicial, consta que, após a ocupação das famílias, foram verificadas áreas de desmatamento e queimadas, além de constatados crimes ambientais como a apreensão de pássaros e animais silvestres.
Há um ano a empresa registrou um boletim de ocorrência da invasão e segundo o documento que determinou a saída das famílias, houve resistência dos ocupantes em ouvir propostas de acordo para uma desocupação amigável.
A TV Mirante não conseguiu falar com os representantes das famílias que foram despejadas. E o Tribunal de Justiça do Maranhão, assim como a Polícia Militar, não se manifestaram sobre o caso.
O que diz a empresa Suzano
Por meio de nota, a empresa afirmou que reconhece a relevância da sua presença nas regiões onde atua e sempre prioriza o diálogo aberto e transparente, de maneira equilibrada, e que segue rigorosamente a legislação brasileira e as melhores práticas socioambientais.
Sobre o caso da fazenda São Bento, a empresa alega que a área “onde foi realizada a ação estava ocupada irregularmente e vinha sendo alvo de atividades ilegais e danosas, tanto ao meio ambiente, colocando em alto risco as áreas de preservação ambiental, quanto às comunidades do seu entorno”.
Além disso, a Suzano afirmou que seguiu rigorosamente todos os trâmites legais para a execução da reintegração de posse, inclusive visando garantir uma reintegração humanizada.
“Para tanto, contratou uma instituição empresarial que, durante o processo de reintegração, realiza a gestão social, reduzindo os impactos causados pela ação, trazendo uma abordagem humanizada e apresentando medidas de gestão cabíveis aos ocupantes”, afirmou a empresa, por meio de nota.
Por fim, a Suzano declarou que, após a reintegração da área, ela “pretende não só retomar suas atividades produtivas, gerando trabalho e renda, contribuindo para o desenvolvimento do estado, como também continuar seus investimentos sociais e ambientais em todo território. Esta é uma região de extrema importância para os maranhenses e nós da Suzano trabalharemos sempre para cooperar com o crescimento sustentável da região”, finalizou.

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