(FOLHAPRESS0 – A rotina de Marinalva Lima, 33, transformou-se há cerca de 45 dias, quando o marido, Miraildo, 57, foi atropelado por uma moto enquanto tirava o lixo em 1º de outubro. Do Jardim Elisa Maria, onde moram, os socorristas levaram Miraildo ao Hospital Geral de Taipas, administrado pelo governo de São Paulo, também na zona norte da capital.
“Deram medicação para dor, porque gritava, e foi encaminhado para o ortopedista. Mas quando chamou no painel, às 3h42, não tinha um profissional no hospital”, conta Marinalva. Já no segundo dia, um profissional analisou o caso e solicitou exames, que indicaram a necessidade de cirurgia na bacia.
O problema, diz Marinalva, é que o atendimento tem sido difícil, e os profissionais se recusam a classificar como urgente o caso do marido. Ela precisa ir quase que diariamente ao hospital para solicitar exames e pedir informações sobre o caso.
“Fui conversar com o doutor de plantão, ele disse que não ia repassar o caso, que o analista [de radiog..