Paciente com câncer, em São Luís, relata recusa do plano de saúde em disponibilizar medicamento


Apesar de a decisão judicial ser favorável à paciente, o plano de saúde utilizado por ela se nega, segundo ela, a disponibilizar a medicação. Células de câncer são células comuns que sofrem mutações e passam a se multiplicar sem controle
Getty Images via BBC
Uma paciente de São Luís, em um tratamento há quatro anos contra um câncer, trava uma busca por acesso a uma nova medicação. No entanto, segundo ela, o plano de saúde com o qual possui vínculo se nega a disponibilizar o fármaco, considerado essencial na terapia.
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Com um câncer gastrointestinal em estágio 4, Maria Antônia Cantanhede se encontra em frágeis condições de saúde.
“Para mim está sendo muito difícil. Por quê? Porque eu estou tendo dores horríveis o dia todo. Vivo a base de analgésico todos os dias. Porque não é fácil, né? Você, um paciente oncológico, ficar sem um tratamento é um descaso”, afirma.
Os procedimentos cirúrgicos e as sessões de quimioterapia realizados durante seu tratamento resultaram em novas debilidades. Um dos seus membros inferiores encontra-se inchado. Episódios de sangramento, em seu corpo, também são regulares.
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Para cuidar dela, a família está se revezando, visto que a situação requer atenção. A sobrinha, Letícia Ferreira, menciona a situação delicada da tia.
“Serve estar cuidando da higiene; estar cuidando da alimentação; estar dando todo o suporte; ajudá-la a caminhar”, disse.
Plano de saúde nega medicamento para paciente em tratamento de câncer, em SL
Acesso à medicação e problemas com o plano de saúde
A família de Maria Antônio destaca que o medicamento que poderia proporcionar uma melhora em sua qualidade de vida tem um custo médio de R$ 7 mil. Após uma decisão judicial, o plano de saúde foi ordenado a disponibilizar o remédio. Quase dois meses depois, porém, o tratamento ainda não foi iniciado.
O processo judicial enfatiza a obrigação do plano de saúde em autorizar e cobrir os custos dos remédios prescritos pela médica, caso não haja suporte clínico adequado. O não cumprimento dessa ordem implicaria em uma multa diária no valor de R$ 500.
Devido à demora no início do tratamento e à falta de esclarecimentos por parte do plano de saúde, a família se sente desamparada. O marido da paciente, Carlos Mendes, compartilha a angústia da família.
“Por incrível que pareça, um diretor de um plano [de saúde] disse que não pode fazer nada. Então, nós não sabemos mais o que fazer, porque a minha esposa está sem o devido tratamento, está cada dia mais debilitada, está com a perna inchada, está sangrando e nós não sabemos mais o que fazer”, enfatiza.
O que diz o grupo responsável pelo plano de saúde
A empresa Hapvida informa que a paciente está se submetendo ao tratamento de sua enfermidade e vem sendo acolhida e informada. As informações relacionadas à discussão judicial serão tratadas no processo.

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