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#LancheiraDoDia: mães bombam nas redes sociais montando as lancheiras dos filhos; veja quais alimentos priorizar

Segundo os especialistas, os pais devem priorizar três grupos de alimentos na lancheira: frutas, carboidratos e proteínas. Mães bombam nas redes sociais montando as lancheiras dos filhos
Frutas em formato de coração, pães cortados em formas diversas, bilhetinhos, potes coloridos e lúdicos. É só entrar nas redes sociais para encontrar a trend da #lancheiradodia. Nela, mães dão dicas para montar lancheiras que sejam atrativas para as crianças e também compartilham receitas mais saudáveis para os pequenos.
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Paloma Boff é uma dessas influenciadoras. Ela mora em Portugal com o marido e com a filha, Valentina, e demora entre 15 e 30 minutos na montagem e gravação do vídeo. Para ela, a lancheira é uma “caixinha de amor”. “Na lancheira eu c..

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Segundo os especialistas, os pais devem priorizar três grupos de alimentos na lancheira: frutas, carboidratos e proteínas. Mães bombam nas redes sociais montando as lancheiras dos filhos
Frutas em formato de coração, pães cortados em formas diversas, bilhetinhos, potes coloridos e lúdicos. É só entrar nas redes sociais para encontrar a trend da #lancheiradodia. Nela, mães dão dicas para montar lancheiras que sejam atrativas para as crianças e também compartilham receitas mais saudáveis para os pequenos.
Veja como criar ambientes saudáveis para as crianças
Crianças vegetarianas e carnívoras têm crescimento e nutrição semelhantes, aponta estudo
Como manter uma alimentação saudável na infância
As razões por trás do aumento de peso entre as crianças brasileiras
Paloma Boff é uma dessas influenciadoras. Ela mora em Portugal com o marido e com a filha, Valentina, e demora entre 15 e 30 minutos na montagem e gravação do vídeo. Para ela, a lancheira é uma “caixinha de amor”. “Na lancheira eu consigo transmitir o amor. Ela sabe que eu cuidei, tive carinho de fazer aquilo para ela”, conta.
A montagem da lancheira da Luna
Dani Lima/Arquivo pessoal
Dani Lima concorda com Paloma. Ela mora no Rio de Janeiro e também mostra as lancheiras da filha Luna, de 2 anos, nas redes sociais.
“É um meio de demonstrar carinho, cuidado. Eu percebo que o impacto é positivo quando a vejo replicar isso em suas brincadeiras. Sempre pela manhã ela prepara o ‘lanchinho das bonecas’ e diz que vai fazer ‘igual a mamãe faz o da Luna’”, diz Dani.
Dani Lima e a filha Luna, de 2 anos
Dani Lima/Arquivo pessoal
Além disso, as influenciadoras acreditam que esse momento é fundamental para criar uma boa relação com os alimentos.
“Essa atividade significa a oportunidade de levar minha filha a criar uma boa relação com os alimentos e com o ato de comer em si, num lugar onde é possível se alimentar de forma variada, saudável e divertida, sem pressão e sem traumas!”, explica Dani.
Esta troca de experiências, inclusive, é fundamental para o desenvolvimento dos filhos, como explica o pediatra Pedro Cavalcante.
"Quando incluímos a criança no preparo de qualquer alimento, começamos a criar uma relação com aquilo que ela está fazendo. Vai ter até mais confiança com os pais, vai aprender a importância dos alimentos e pode até gostar de alimentos que não gostava antes. Ela vai relacionar o alimento com momento de felicidade", explica Cavalcante, que também é membro da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Paloma Boff e a filha Valentina
Paloma Boff/Arquivo pessoal
O que colocar na lancheira?
Paloma, mãe da Valentina, conta que, após seus vídeos viralizarem nas redes sociais, pesquisou mais sobre quais itens incluir na lancheira da filha. Além disso, também aprendeu receitas mais saudáveis. "Como teve esse boom das lancheiras, eu pesquisei bastante e aprendi o que deveria ter no lanche da minha filha. Sempre coloco carboidrato, proteína, fruta e água", diz.
E a mãe da Valentina está certa. Segundo os especialistas, os pais devem priorizar três grupos de alimentos na lancheira:
Grupo 1: Frutas e vegetais
Grupo 2: Carboidrato – traz energia (alimentos à base de grãos e pães, pipoca)
Grupo 3: Proteína – ajuda no crescimento e saciedade (leite, queijos, ovos e outras fontes como patê de frango, atum)
E qual a bebida? Água! É importante que a criança se hidrate ao longo do dia. Por isso, uma garrafinha cheia de água é item obrigatório na lancheira.
"Sempre priorizar a água. Os sucos estimulam o consumo de açúcar. Sucos prontos, como néctar, têm mais açúcar do que fruta. É sempre melhor que a criança coma fruta e beba água", orienta a nutricionista Ariana Ester Fernandes, membro do Departamento de Obesidade Infantil da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica).
Segundo a nutricionista, a quantidade de alimentos vai depender da idade, da fome, de quanto tempo a criança fica na escola e de qual período é o lanche (manhã ou tarde).
Abaixo, algumas sugestões de combinações, segundo a Abeso (veja as receitas para lancheiras):
O que levar na lancheira?
Arte/g1
Outro ponto fundamental na hora de montar a lancheira é saber o que a criança quer. Ariana diz que é sempre importante conversar com a criança sobre a alimentação, para entender as preferências e o que ela não gosta.
A Dani, mãe da Luna, já descobriu o que não pode faltar na lancheira da filha: frutas. "Luna é fascinada pelo colorido e pelos sabores diversos das frutas, e sempre que dá, gosto de colocar mais de uma opção de fruta, pq sei que ela vai amar", conta.
Também é possível abrir "exceções" uma vez por semana. "Às vezes a criança quer levar um suco, uma bolacha recheada. Dá para encaixar, mas é preciso pensar também na quantidade. Você não vai mandar um pacote de bolacha recheada, por exemplo", orienta a nutricionista da Abeso.
Recadinhos que a Dani manda para a Luna
Dani Lima/Arquivo pessoal
Planejando a lancheira
O mais importante, segundo a nutricionista, é o planejamento e a organização.
"Precisa pensar no que vai ter na lancheira. Se você pensar a cada dia, você não tem tempo de se programar. Tente se organizar e envolva também a criança. A gente não vai ceder sempre, mas é possível incluir alimentos 'não saudáveis' uma vez ou outra", ressalta Ariana Fernandes.
Veja alguns pontos importantes:
Planejar os lanches da semana e organizar a lista de compras
Após a compra, higienizar verduras, legumes, frutas e mantê-los armazenados em geladeira
Organizar o preparo de alimentos
Higienizar a lancheira sempre que a criança chegar da escola.
Embalar os sanduíches em papel filme, saco tipo zip, ou colocá-los em um pote plástico
Preferir uma lancheira de material térmico
Se possível, tente produzir pratos mais lúdicos, um atrativo para as crianças
Ofertar alimentos que as crianças não gostam de outras formas
A montagem da lancheira da Valentina
Paloma Boff/Arquivo pessoal
A importância do comer bem
Uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, proteínas e gorduras boas ajuda a manter uma qualidade de vida, além de diminuir o risco de doenças metabólicas.
"A alimentação é fundamental para o crescimento e desenvolvimento da criança. Se estimularmos a criança a comer mais saudável desde a primeira infância, evitando ultraprocessados, essa criança terá reserva de vitaminas e nutrientes para o seu desenvolvimento. Alimentação saudável é um pensamento para o futuro", explica o pediatra Pedro Cavalcante.
Além de ofertar alimentos mais saudáveis, os pais também devem criar um ambiente favorável para os filhos. "Se os pais não têm hábitos saudáveis, o filho também não vai ter. A família precisa seguir o mesmo estilo de vida", orienta Cavalcante.
O pediatra alerta que os pais devem evitar ao máximo os ultraprocessados. No entanto, não devem se sentir culpados caso não consigam montar a "lancheira dos sonhos" todos os dias. "Está tudo bem não conseguir dar conta de tudo todos os dias, mas isso não pode se tornar um hábito, ainda mais por causa do excesso de açúcar e sódio".
Mães bombam nas redes sociais montando as lancheiras dos filhos
Paloma Boff/Arquivo pessoal

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UNE, UBES e ANPG condenam aprovação do projeto que libera homeschooling pela Câmara: ‘retrocesso para a educação brasileira’

Projeto ainda precisa ser analisado pelo Senado, onde poderá sofrer mudanças. Depois, segue para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro. Câmara deve agilizar votação de projeto sobre educação domiciliar
A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG) divulgaram nesta quinta-feira (19) uma nota conjunta que condena a aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto de lei que regulamenta a educação domiciliar no Brasil.
O projeto ainda precisa ser analisado pelo Senado, onde poderá sofrer mudanças. Se for alterado, o texto volta à Câmara. Caso contrário, segue para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro.
No documento, as entidades criticam que o projeto de lei em defesa do homeschooling seja priorizado sobre a necessidade de investimentos na educação regular. (Confira a íntegra da nota abaixo).
“É inaceitável que com tantos obstáculos enfrentados pelos estudantes, incluindo os cortes ..

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Projeto ainda precisa ser analisado pelo Senado, onde poderá sofrer mudanças. Depois, segue para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro. Câmara deve agilizar votação de projeto sobre educação domiciliar
A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG) divulgaram nesta quinta-feira (19) uma nota conjunta que condena a aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto de lei que regulamenta a educação domiciliar no Brasil.
O projeto ainda precisa ser analisado pelo Senado, onde poderá sofrer mudanças. Se for alterado, o texto volta à Câmara. Caso contrário, segue para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro.
No documento, as entidades criticam que o projeto de lei em defesa do homeschooling seja priorizado sobre a necessidade de investimentos na educação regular. (Confira a íntegra da nota abaixo).
"É inaceitável que com tantos obstáculos enfrentados pelos estudantes, incluindo os cortes orçamentários e a ausência de soluções, o governo Bolsonaro coloca como prioridade esta pauta de costumes – um projeto que está em total desconexão das urgências dos estudantes e dos brasileiros".
LEIA TAMBÉM
Entenda: o que é o 'homeschooling'
Saiba mais: os detalhes do projeto
Repercussão: entidades criticam
A nota defende ainda que a escola é fundamental para a formação do indivíduo, assim como é uma ferramenta de identificação e proteção contra violências e abusos, que muitas vezes ocorrem nas casas de crianças e jovens.
"A aprovação do PL 2.401/2019 é mais um retrocesso para a educação brasileira, que não contempla a realidade e necessidades dos estudantes do país, mas satisfaz aos interesses de apoiadores do governo Bolsonaro, esse que tem operado a destruição do projeto educacional brasileiro", conclui o documento.
Estudante de Sorocaba (SP) é proibida pela Justiça de cursar faculdade por fazer 'homeschooling'
Reprodução/TV TEM
Entenda o caso
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (19) um projeto de lei que autoriza o ensino domiciliar (homeschooling) no Brasil. Atualmente, a prática não é permitida no país por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
O texto-base da proposta já havia sido aprovado nesta quarta (18), mas, para concluir a votação, os deputados precisavam votar os destaques, isto é, propostas que visam modificar a redação do projeto. Os destaques, então, foram analisados nesta quinta e todos acabaram rejeitados.
O texto aprovado pela Câmara altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para admitir o ensino domiciliar na educação básica (pré-escola, ensino fundamental e médio).
A educação domiciliar é uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores. O tema estava entre as metas prioritárias para os primeiros 100 dias de governo.
Confira a íntegra da nota das entidades
"Nota da UBES, UNE e ANPG: Entidades Estudantis condenam a aprovação do projeto de homeschooling
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, UBES, a União Nacional dos Estudantes, UNE, e a Associação Nacional de Pós-graduandos, ANPG, condenam a aprovação pela Câmara dos Deputados do PL 2.401/2019, que sanciona o ensino domiciliar, conhecido como Homeschoolin
Alertamos desde da criação do projeto citado, que a educação escolar (regular) necessita de mais investimentos, principalmente para superar os desafios históricos e intensificados na pandemia.
É inaceitável que com tantos obstáculos enfrentados pelos estudantes, incluindo os cortes orçamentários e a ausência de soluções, o governo Bolsonaro coloca como prioridade esta pauta de costumes – um projeto que está em total desconexão das urgências dos estudantes e dos brasileiros.
É preciso lembrar que a modalidade de ensino domiciliar ataca as finalidades da educação previstas no artigo 205 da Constituição Federal e amplia a desobrigação do Estado com a garantia do direito humano à educação de qualidade para todas as pessoas.
E ressaltamos a importância da escola para formação do indivíduo, para ampliar sua visão crítica e plural na sociedade. E ainda, como um espaço de proteção, quanto à identificação de violências e abusos, que muitas vezes ocorrem nas casas de crianças e jovens.
Além disso, as entidades estudantis, assim como outras instituições acompanharam esse debate no Congresso Nacional. Alertamos sobre as fragilidades argumentativas em torno de sua operacionalização e dos riscos que apresenta ao direito e prioridade absoluta da criança e do adolescente.
Ressaltamos que o aparelhamento ideológico do MEC, nesses anos do Governo Bolsonaro, tem gerado danos ao futuro da educação, em todos os níveis educacionais, que levarão anos para serem corrigidos.
A aprovação do PL 2.401/2019 é mais um retrocesso para a educação brasileira, que não contempla a realidade e necessidades dos estudantes do país, mas satisfaz aos interesses de apoiadores do governo Bolsonaro, esse que tem operado a destruição do projeto educacional brasileiro."
VEJA VÍDEOS DE EDUCAÇÃO

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Homeschooling: entenda o que diz o projeto de lei aprovado pela Câmara sobre ensino domiciliar

Proposta segue para análise do Senado, que pode fazer alterações no texto. Entidades do setor criticam a prática, que atualmente não é permitida no país. STF discute sobre a educação domiciliar, o homeschooling, nesta quinta (30)
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (19) um projeto de lei que autoriza o ensino domiciliar (homeschooling) no Brasil. Atualmente, a prática não é permitida no país por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
O projeto ainda precisa ser analisado pelo Senado, onde poderá sofrer mudanças. Se for alterado, o texto volta à Câmara. Caso contrário, segue para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro.
Entidades do setor criticam a medida por, entre outros pontos, entenderem que representa um risco à garantia do direito fundamental à educação, além de restringir a troca de ideias e visões de mundo contraditórias e impactar na socialização dessas crianças e jovens
O Código Penal também condena a adoção da educação domiciliar, consid..

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Proposta segue para análise do Senado, que pode fazer alterações no texto. Entidades do setor criticam a prática, que atualmente não é permitida no país. STF discute sobre a educação domiciliar, o homeschooling, nesta quinta (30)
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (19) um projeto de lei que autoriza o ensino domiciliar (homeschooling) no Brasil. Atualmente, a prática não é permitida no país por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
O projeto ainda precisa ser analisado pelo Senado, onde poderá sofrer mudanças. Se for alterado, o texto volta à Câmara. Caso contrário, segue para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro.
Entidades do setor criticam a medida por, entre outros pontos, entenderem que representa um risco à garantia do direito fundamental à educação, além de restringir a troca de ideias e visões de mundo contraditórias e impactar na socialização dessas crianças e jovens
O Código Penal também condena a adoção da educação domiciliar, considerando-a abandono intelectual. Em junho do ano passado, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) chegou a aprovar uma outra proposta que impede que pais que adotem o modelo sejam processados por abandono intelectual. Esse texto, porém, ainda precisa passar pelo plenário da Câmara.
Entidades criticam projeto de lei
Mãe relata a rotina de estudos do filho em casa
Jovem avalia que não é para 'todo mundo'
Entenda abaixo o que diz o projeto aprovado pela Câmara:
Quais etapas do ensino poderiam ser feitas em casa?
O texto aprovado pelos deputados prevê que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) seja alterada para admitir o ensino domiciliar na educação básica, isto é: pré-escola, ensino fundamental e médio.
Qualquer família poderia fazer?
Pelo projeto, nem todas as famílias poderão aderir ao ensino domiciliar. Para optar por esta modalidade, os responsáveis deverão formalizar a escolha junto a uma instituição de ensino credenciada, fazer matrícula anual do estudante e apresentar os seguintes documentos:
comprovação de escolaridade de nível superior, inclusive em educação profissional tecnológica, em curso reconhecido nos termos da legislação, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais pelo estudante;
certidões criminais da Justiça Federal e Estadual ou Distrital dos pais ou responsáveis.
Estudante de Sorocaba (SP) é proibida pela Justiça de cursar faculdade por fazer 'homeschooling'
Reprodução/TV TEM
A proposta estabelece um período de transição em relação à exigência de comprovação de escolaridade de nível superior, caso os responsáveis escolham homeschooling nos dois primeiros anos após a regulamentação entrar em vigor.
A transição prevista no projeto permite:
a comprovação, ao longo do ano da formalização da opção pela educação domiciliar, de que pelo menos um dos pais ou responsáveis legais está matriculado em curso de nível superior;
comprovação anual de continuidade dos estudos, com aproveitamento, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais, no curso de nível superior em que estiver matriculado;
conclusão, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais, do curso de nível superior em que estiver matriculado, em período de tempo que não exceda em 50% do limite mínimo de anos para sua integralização.
Quais seriam as obrigações?
A proposta aprovada na Câmara estabelece também regras para as instituições de ensinos e responsáveis legais no desenvolvimento da educação domiciliar, como:
manutenção de cadastro, pela instituição de ensino dos estudantes em educação domiciliar nela matriculados, a ser anualmente informado e atualizado junto ao órgão competente do sistema de ensino;
cumprimento de conteúdos curriculares referentes ao ano escolar do estudante, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular, admitida a inclusão de conteúdos curriculares adicionais;
realização de atividades pedagógicas que promovam a formação integral do estudante, contemplando seu desenvolvimento intelectual, emocional, físico, social e cultural;
manutenção, pelos pais ou responsáveis legais, de registro periódico das atividades pedagógicas realizadas e envio, à instituição de ensino em que o estudante estiver matriculado, de relatórios trimestrais dessas atividades;
acompanhamento do desenvolvimento do estudante por docente tutor da instituição de ensino em que estiver matriculado, inclusive mediante encontros semestrais com os pais ou responsáveis, o educando e, se for o caso, do profissional que acompanha o ensino domiciliar;
garantia, pelos pais ou responsáveis legais, da convivência familiar e comunitária do estudante;
realização de avaliações anuais de aprendizagem e participação do estudante nos exames do sistema nacional de avaliação da educação básica e nos exames do sistema estadual ou sistema municipal de avaliação da educação básica.
VEJA OUTROS VÍDEOS DE EDUCAÇÃO

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