
Polícia Federal combate fraudes em benefícios do INSS em Caxias A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (31), em Caxias, a cerca de 360 km de São Luís, uma operação contra um advogado que estaria usando Boletins de Ocorrência falsos para obter benefícios de salário-maternidade junto ao INSS. 🔎 O salário-maternidade é um benefício concedido a seguradas do INSS após o nascimento de filhos, adoção ou aborto legal. Em situações específicas — como natimorto ou perda gestacional —, o benefício pode ser liberado com base em Boletins de Ocorrência, o que pode abrir brechas para fraudes, caso não haja verificação rigorosa. O esquema veio à tona após comunicação da própria Polícia Civil à PF, ao detectar inconsistências nos documentos que vinham sendo apresentados para obtenção dos benefícios. Com o avanço das apurações, foi identificado um padrão nos pedidos, todos ligados ao mesmo advogado, que não teve o nome informado. Polícia Federal esteve em Caxias em operação contra uso de B.Os falsos para obter salário-maternidade Divulgação/Polícia Federal Segundo a PF, os boletins não constavam nos sistemas oficiais da Polícia Civil e apresentavam características incomuns: formato padronizado, textos idênticos e até assinaturas de agentes que não estavam de plantão nas datas registradas. Ainda segundo as investigações, ao menos 48 requerimentos de salário-maternidade foram associados ao advogado, todos com documentação suspeita, incluindo declarações sindicais falsas, faturas de energia recicladas e até boletins escolares idênticos apresentados em processos distintos. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 139 mil, mas, segundo a polícia, o valor pode crescer conforme a análise de outros pedidos fraudulentos ainda em andamento. Na ação desta quarta-feira, intitulada 'Operação Falso BO' policiais federais estiveram na residência e no escritório do advogado, em cumprimento a mandados de busca e apreensão. Também foi determinado o bloqueio de bens e valores do suspeito, que pode responder pelos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público e uso de documento falso. Somadas, as penas podem ultrapassar 17 anos de prisão.
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Jhonata ligou para a mãe após matar Idelany e confessou o assassinato na delegacia, diz polícia
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Jhonata Santos confessou ter matado Idelany do Nascimento, segundo a polícia — Foto: Reprodução/Redes sociais Jhonata Santos confessou ter matado Idelany do Nascimento, segundo a polícia — Foto: Reprodução/Redes sociais
A delegada Wanda Moura, da Casa da Mulher Brasileira, em São Luís, afirmou que Jhonata Santos, de 34 anos, confessou ter matado a ex-namorada Idelany do Nascimento, de 30 anos. A confissão aconteceu em depoimento na delegacia, onde ele também deu detalhes do que fez após o crime.
“Ele não confessou no local do crime. Após o crime, o Jhonatan continuou no local, ao lado do corpo da vítima, ligou pra mãe dele e dizendo que a vítima estava morta e não confessou o crime. Disse que estava lá esperando o pai da vítima matá-lo, já que o pai da vítima é policial militar. Mas, na delegacia, ele confessou o crime e disse tudo o que aconteceu”, declarou a delegada, ao g1.
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Idelany do Nascimento foi morta a facadas na madrugada desta terça-feira (9) — Foto: Repro..
