Após 10 anos, MOA volta com nova edição para se redimir de fiasco em 2012: ‘Nenhuma margem de erro’


Segundo os organizadores, evento agora será mais 'pé no chão' e com garantias, mas sem perder a qualidade das atrações que são a marca do festival. I Am Morbid, Doyle, Richie Ramone e Edu Falaschi são atrações no MOA 2022
Montagem/g1
Após 10 anos de um dos maiores fiascos em um festival de música no Brasil, o 'Metal Open Air' está de volta e promete corrigir erros, ser mais 'pé no chão' e entregar um evento de rock sem sustos à comunidade metaleira.
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Festival Metal Open Air em 2012: camarins desmontados, palco desativado e debandada de atrações internacionais
Cauê Muraro/G1
Em 2012, o evento foi anunciado como um dos maiores do país e atraiu fãs até de outros países, com grandes atrações do gênero rock/metal. Além do cancelamento de muitas bandas, reclamações sobre estrutura trouxeram um final frustrante para grande parte do público, que até hoje não recebeu ressarcimento.
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Após 10 anos, fãs prejudicados no Metal Open Air nunca foram ressarcidos
10 anos depois, no entanto, muita coisa foi revista para que o evento volte a acontecer, começando pelos organizadores e até mesma mudança do nome de 'Metal Open Air' para 'Maranhão Open Air'.
Além disso, a produção ainda terá a participação de Natanael Jr,- o mesmo que esteve à frente em 2012, junto com Felipe Negri – , mas desta vez um outro grupo de produtores foi chamado para 'botar a mão na massa', contratar as bandas, montar a estrutura e entregar um evento que seja menos 'utópico' e mais realista.
Vocalista da Basttardz, André Nadler é quem coordena a produção do MOA em 2022
Arquivo pessoal
Quem coordena o novo time de produção do MOA é André Nadler, vocalista da banda Basttardz, mas que também tem experiência na condução de grandes eventos, principalmente no gênero rock.
"Foi necessário reunir um grupo de profissionais de várias áreas, que inclusive fazem parte do cenário musical maranhense e que assistiram de perto a primeira edição, justamente para trabalharmos com uma análise não somente profissional, mas também com o pensamento do amante do segmento musical com o intuito de mostrar a relevância da nossa música aqui no Maranhão", conta André, representando a Fanzine Produções.
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Divulgação/G1
Em entrevista do g1, André também fez questão de afastar o medo dos fãs referentes aos contratos com as bandas, já que, em 2012, com exceção do Megadeth, todas as principais atrações internacionais e nacionais cancelaram suas apresentações.
"Para o Maranhão Open Air, é possível observar através da confirmação de todas as bandas e do pagamento de tudo que envolve o MOA22, de forma antecipada, que nosso festival não deve nada em relação aos problemas que ocorreram no passado", garante.
Autocrítica e mudanças na nova edição
Metal Open Air
Raquel Soares/G1
No MOA de 2012, também houve sujeira, falta de banheiros, falta de transporte, insegurança e até a quantidade de locais para comer que fossem suficientes para a demanda do público.
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Veja fotos dos shows no festival Metal Open Air, no Maranhão
Mas, diferente o que aconteceu há 10 anos, a logística também foi pensada com mais cuidado para facilitar o acesso das bandas e do público aos shows. Naquela época, o Parque Independência foi alvo de críticas por ser distante do Centro de São Luís e em uma área com poucas opções de hospedagem.
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Igor Almeida/G1
Para 2022, a estrutura do Rio Poty Hotel, em São Luís, foi escolhida de forma estratégica para acolher com conforto as bandas, facilitar o acesso dos fãs e até mesmo ser uma 'válvula de escape' no caso de desabastecimento de bebidas, por exemplo.
"Em geral, nossa estrutura foi toda idealizada para a média de público que vamos receber. Se a lotação que disponibilizamos é de 5 mil pessoas, contratamos seguranças, equipe médica, sonorização e iluminação e tudo que envolve a montagem do evento para essa quantidade de pessoas que vamos receber", diz a organização do evento.
Estrutura do MOA 2022 no Rio Poty Hotel
Divulgação/MOA
Evento de redenção
Os organizadores do festival em 2012 sabem que a palavra 'MOA' ainda assusta o público, mas como a ideia é fazer o evento se redimir, a marca 'MOA' foi mantida, mas desta vez chamando de 'Maranhão Open Air', o que não significa um retrocesso naquilo que se busca entregar ao público desde 2012.
A ideia é que o público comprove que o MOA é, sim, um festival de rock digno de respeito, com bandas de sucesso, para agradar pra valer todo tipo de metaleiro. Porém, a ideia desta vez é que o evento cresça aos poucos, passo a passo, até se consolidar no calendário nacional.
"É óbvio que, como qualquer evento no mundo, podemos ter um ou outro imprevisto. Um artista pode adoecer, um dos dias do evento pode contar com chuvas ou até algum atraso para uma banda subir ao palco e começar a tocar, mas nosso trabalho vem sendo executado com muito esforço para que não exista nenhuma margem de erro que venha a prejudicar o público pagante. Não podemos apagar o passado, mas ressignificar é possível. Nosso propósito é fazer valendo de verdade"", concluiu André Nadler.
MOA 'pé no chão', mas ainda com bandas de sucesso
MOA 2022 e atrações
Divulgação/MOA
Para 2022, o festival investiu em 24 bandas locais, nacionais e internacionais, divididos em dois dias de evento – 12 e 13 de novembro -, para um público entre 4 e 5 mil pagantes. Bem menos do que foi em 2012, quando 47 bandas haviam sido anunciadas para um público estimado em 25 mil.
O motivo é exatamente fazer um evento mais 'pé no chão', contratando bandas com valores mais acessíveis, mas mantendo o interesse do público ao festival.
Músicos compõem banda de Edu Falaschi (no centro).
Divulgação
Prova disso são a presença confirmada de Doyle (Misfits) , I Am Morbid (Morbid Angel), Satan, Mayhem e Richie Ramone (membro original dos Ramones). O cantor e compositor Edu Falaschi também é bastante esperado.
Toda a line-up do MOA 2022 e demais informações podem ser conferidas no site do evento.
Richie Ramone, ex-Ramones, é uma das principais atrações do MOA 2022
Divulgação

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