
Na Alameda dos Mestres, último dia de feira foi de estandes com prateleiras vazias. Mestra Neguinha comemora prateleiras vazias e muitas vendas no último dia da Fenearte
Penélope Araújo/G1
As vendas e encomendas que são fechadas na Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), em Olinda, geram a renda que a artesã Maria do Carmo Guimarães utiliza para se manter ao longo de todo o ano. Conhecida como Mestra Neguinha, a artesã de Belo Jardim, município do Agreste pernambucano, é uma das expositoras da Alameda dos Mestres que comemora as boas vendas na Fenearte neste domingo (15), último dia da feira.
“Essa edição superou todas as outras. Vendi mais de 300 peças e recebi muitas encomendas, sendo sete encomendas bem grandes”, celebra a artesã. Produtora de peças utilizando o barro como matéria prima, Neguinha conta ainda que a renda obtida na feira é o seu sustento para todo o ano. “Esse estande funciona como uma vitrine para os artesãos de Pernambuco. Tem muita gente de fora que conhece nosso trabalho assim”, complementa.
A artesã, que participa da Fenearte há seis anos, vendeu quase todas as peças que trouxe para o evento. Restaram apenas duas: duas esculturas de sereia, que Neguinha pretende vender até o fim da feira. “É muito mais vantagem para a gente voltar com tudo vendido. É muita alegria”, festeja.
Mestre Fida conta que vendeu quase todas as peças que levou para a Fenearte
Penélope Araújo/G1
Conhecido como Mestre Fida, o artesão Valfrido César conta que, além de vender peças em centros de artesanato, trabalha o ano inteiro para produzir as obras vendidas na Fenearte. “É um ano em função da feira, para produzir o que a gente traz para cá e para produzir o que a gente recebe de encomenda”, explica o artesão, que é de Garanhuns, também no Agreste do estado.
Suas obras são esculturas entalhadas em madeira, representando diversas imagens, como o ‘Homem Cata-Vento’, sua peça mais famosa. “O que é bom é que a gente vende para decoradores, arquitetos, colecionadores, e isso leva nosso trabalho para o mundo inteiro”, aponta ainda o mestre.
O Mestre Ivo Diodato, de Tracunhaém, na Zona da Mata, concorda. O artesão, que tem 54 anos, trabalha com barro desde que tinha 10 anos. Com o tempo, construiu uma identidade visual própria e comemora o reconhecimento. “Como as vendas da Fenearte vão para o mundo inteiro, tem muita gente que vê minhas peças e já reconhece”, explica.
Artesão Ivo Diodato trabalha o ano inteiro em encomendas feitas ao longo da Fenearte
Penélope Araújo/G1
O artesão conta ainda que as vendas melhoram a cada ano. “Participo há 16 anos e o retorno é cada vez melhor. O que nós, artesãos, não conseguimos vender em um ano inteiro, conseguimos vender nos doze dias de feira. E depois é o ano inteiro trabalhando nas encomendas que fechamos na feira”, atesta Diodato.
De acordo com a organização da Fenearte, 282 mil pessoas visitaram a feira até o penúltimo dia do evento. Ao todo, cerca de 5 mil expositores tiveram peças em mais de 800 estandes no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. Além de produções artesanais locais, artesãos de todos os estados do Brasil e de outros 22 países também participaram do evento.
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