Avenida Tamandaré é interditada para obras do parque linear em Belém


Obra é uma das previstas para a COP 30, evento da ONU marcado para 2025 na capital paraense. Nova Tamandaré e Parque Linear, em Belém, COP 30.
Alexandre Costa/Agência Pará
Parte da avenida Almirante Tamandaré, em Belém, no lado esquerdo da via foi interditada para obras do Parque Linear. O empreendimento é um dos previstos para a COP 30, a 30ª Conferência do Clima das Nações Unidas, em 2025.
O trecho interditado vai da avenida 16 de Novembro até a Travessa Padre Eutíquio, no bairro da Campina.
A ordem de serviço para a construção do Parque Linear da Tamandaré e reconstrução do Canal da avenida foi assinada em abril deste ano. Está previsto para ser o o primeiro parque linear da capital paraense.
Com a finalidade de preparar Belém para sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), o projeto está entre as intervenções urbanas sendo executadas pelo governo nas áreas da mobilidade, lazer e urbanização.
As obras iniciaram com o levantamento topográfico e social, perfuração de solo, cadastro de moradores e limpeza da área.
A Tamandaré deve ser também um novo ponto de chegada e de saída para as ilhas de Cotijuba e Combu, entre outras, incluindo o arquipélago do Marajó.
O canal da Tamandaré tem cerca de 1,4 quilômetro de extensão. Na área são executados 2,5 quilômetros de pavimentação asfáltica, drenagem, esgotamento sanitário, paisagismo, urbanização, instalação de quatro passarelas e construção de subestação com cinco comportas, para controlar o fluxo das marés no canal.
A obra é coordenada pela Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), executada pela empresa OCC Participações e Construções LTDA. O investimento é de R$ 154.268.278,50, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Projeto do Parque Linear da Av. Tamandaré
Novo Parque
A expectativa da obra do Parque Linear Tamandaré é atender a população do entorno, com espaço público que engloba parte do centro histórico e equipamentos públicos, como o Parque Zoobotânico Mangal das Garças.
O projeto inclui espaços de convivência, como oito quiosques, jardins de chuva, áreas contemplativas, espaço para eventos, ciclovias, playground, espaço pet, academia ao ar livre, urbanização da Praça Onze de Junho e construção da praça do terminal.
A construção também engloba plantio de árvores; área de passeio público para dentro do canal, por meio de passarela em balanço, e jardins nos passeios.
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Os jardins de chuva são projetados para potencializar a retenção, o tratamento e a infiltração das águas pluviais, o que pode colaborar para evitar alagamentos na região.
Está prevista, ainda, dragagem no fundo do canal para aumentar a capacidade de escoamento do volume de água. As comportas deverão ajudar no controle de água dentro do canal.
A construção inclui dragagem no leito do canal e no rio, criando espaço para embarcações.
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