
Fábrica da Cervejaria Patt Lou fica em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata do estado. Patrícia Sanches e Luiz Picelli transformaram o hobby de produzir cervejas em negócio
Penélope Araújo/G1
Foi logo após voltar de uma viagem para o exterior que o paranaense Luiz Picelli descobriu que era possível fazer cerveja artesanalmente, em casa. "Encontrei uma latinha que dizia 'faça sua própria cerveja' e tinha a receita. Quando cheguei em casa, no Recife, testei e vi que funcionava. Daí me apaixonei", explica. O que começou como um hobby, há nove anos, virou negócio – e o resultado é a Cervejaria Patt Lou, uma das marcas de cerveja artesanal do Boteco Apecerva, na 19ª Fenearte, em Olinda.
Juntamente com a esposa, a também professora Patrícia Sanches, Picelli começou a estudar as etapas da produção da bebida e testar novas receitas. "Participamos de um concurso nacional de cervejas caseiras, em 2013, e ganhamos. As pessoas queriam comprar mas a gente não podia vender, porque não tínhamos o registro. Então decidimos abrir uma fábrica, em 2016", detalha Patrícia.
Rapidamente, a pequena fábrica, em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata pernambucana, cresceu: além de produzir os seis rótulos da Patt Lou, o espaço passou a abrigar também outras marcas, que são conhecidas como 'ciganas', por não ter fábrica própria. Ao todo, são nove marcas, de Pernambuco, Paraíba e Ceará, produzindo 36 rótulos diferentes. "As marcas ciganas trazem o fermentador próprio e utilizam nosso espaço. Somos a menor cervejaria em produção, mas a maior em marcas ciganas", revela Picelli.
"Nosso negócio é fabricar cachaça, mas a cerveja faz muito sucesso", afirma a diretora da Sanhaçu, Elk Barreto
Penélope Araújo/G1
Entre os rótulos das marcas ciganas está a cerveja Sanhaçu, cuja receita foi criada pelos produtores da cachaça pernambucana de mesmo nome. Como explica a diretora comercial da Sanhaçu, Elk Barreto, a família começou a produzir cerveja em casa, para aprender a lidar com as leveduras e assim aprimorar a cachaça. “É que cachaça é uma bebida destilada, mas antes do destilo há uma fermentação que é feita por leveduras. O processo é complexo e a gente queria entender melhor”, afirma Elk.
A bebida, que era feita como um teste, foi ficando famosa entre os parentes e amigos, e a família resolveu produzir comercialmente. Como não queria investir em construir uma fábrica própria, a Sanhaçu recorreu ao casal cervejeiro. “Nós não somos da cerveja, nosso negócio é produzir a cachaça, que tem outra forma de produção. Por isso, decidimos fabricar na estrutura da Patt Lou”, explica ainda a diretora.
Cervejaria Patt Lou tem bebidas artesanais à venda na Fenearte
Penélope Araújo/G1
Hoje, Patrícia e Luiz, que são formados em enfermagem, são professores do ensino superior, e dividem o tempo entre a Cervejaria Patt Lou, as salas de aula e um canal no YouTube, no qual mostram o dia a dia de uma cervejaria. O desejo, no entanto, é de produzir ainda mais cervejas artesanais. "Crescer é um sonho que nós temos e estamos investindo para isso", argumenta o casal.
Os seis tipos de cerveja produzidos pela Patt Lou custam R$ 17 e R$ 18 a garrafa, dependendo do rótulo, e estão disponíveis para degustação e venda na Fenearte, no espaço dedicado às cervejas artesanais instalado no mezanino. Além disso, as bebidas também são vendidas em lojas especializadas e online. Já a garrafa da cerveja Sanhaçu custa R$ 18 e está à venda na loja de fábrica da cachaçaria, além do estande da marca.
A Fenearte segue até 15 de julho, das 14h às 22h nos dias úteis e das 10h às 22h nos finais de semana. De segunda a sexta, a entrada custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Os valores do ingresso para sábados e domingos são R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia). Os tíquetes são vendidos na internet, em pontos descentralizados e na bilheteria do evento.
Cerveja Sanhaçu custa R$ 18 no estande da cachaçaria, na Fenearte
Penélope Araújo/G1
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