Casos de dengue, zika e chikungunya aumentam no Maranhão


No Estado, o número das arboviroses saiu de 841 casos registrados em 2021, para mais de 4.900 casos confirmados em 2022. Casos de dengue, zika e chikungunya aumentam no Maranhão
Reprodução/TV Mirante
Os casos confirmados de dengue, zika e Chikungunya disparam em São Luís. Na capital, os casos de Chikungunya foram os que mais aumentaram. Cerca de 200% em relação ao ano de 2021.
O número de casos de dengue, Zika e Chikungunya, as chamadas “Aroboviroses”, disparou no Brasil. Só da dengue, os casos quase triplicaram: passaram de cerca de 478 mil, no ano de 2021, para mais de um 1 milhão e 366 mil, em 2022. No Maranhão, o aumento foi de 440%, em relação à 2021.
No Estado, o número das arboviroses saiu de 841 casos registrados em 2021, para mais de 4.900 casos confirmados em 2022. Os casos de Chikungunya foram os que mais aumentaram. // saíram de 76 para 1.442.
Em São Luís, o aumento já chegou 200%. Para impedir um surto, o carro fumacê está nas ruas fazendo a pulverização com o inseticida. A ação atua na eliminação do mosquito adulto. O trabalho é feito principalmente nas áreas com maior foco.
Casos de dengue, zika e chikungunya aumentam no Maranhão
O secretário Municipal de Saúde de São Luís, Joel Nunes, revela que para evitar novos casos na capital um comitê foi criado para analisar os números da doença na cidade e a partir dele são realizadas ações que visam a proliferação do mosquito Aedes. "Nós temos o comitê que é o Comitê de Operações de Emergências e que a gente analisa esses dados semanalmente e aí quando a gente percebe tendência de aumento a gente vai lá e faz a intervenção para que ela seja assertiva e efetiva”.
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, já são 920 casos de mortes por dengue. No ano de 2021 foram 200. No Maranhão já foram 6, o que corresponde 100% a mais que no ano passado.
O médico infectologista Marcelo Daher diz que cresceu o número de mortes causadas pelo mosquito Aedes aegypti e que para evitar a mortalidade é de fundamental importância realizar o diagnóstico precoce.
"A gente tem uma mortalidade maior de dengue esse ano. O que realmente chama atenção, talvez por diagnóstico errado, pensando em Covid e menosprezando os sintomas da doença e quando a gente faz o diagnóstico já é mais tardio. Então, o diagnóstico precoce é muito importante também na dengue, Lembrando que Zika tem um risco muito grande na gestante por conta de uma má formação na criança e Chikungunya é uma doença incapacitante que causa dores articulares que permanece por muitos dias, muitos meses até”, pontuou Marcelo Daher.

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