Com mais de quatro décadas de samba no pé, ‘Vovô’ se reinventa a cada Carnaval no MA


Luís Carlos Pinheiro tem 62 anos de idade e mais 46 dedicados à folia. Apelido é de origem familiar e acabou se perpetuando na vida adulta. Luís Carlos Pinheiro já se dedica há 46 anos ao Carnaval maranhense
Paulo Soares/Grupo Mirante
Aos 62 anos de idade e mais de 46 dedicados ao Carnaval, Luís Carlos Pinheiro, mais conhecido como “Vovô” (apelido é de origem familiar e acabou se perpetuando na vida adulta), é uma daquelas figuras ilustres que soube conquistar o seu espaço na cultura popular maranhense, graças ao papel que tem desempenhado nas diversas áreas dos barracões das escolas de samba onde tem passado.
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Ainda jovem, aos 16 anos, ele já era marceneiro e foi por meio de sua habilidade que começou a trabalhar no barracão da Favela do Samba, em São Luís. No local, conquistou o seu primeiro posto como ajudante de barracão.
Na Favela do Samba, ele passou 29 anos e, durante esse tempo, conquistou oito títulos seguidos para a escola. Segundo ele, todas as suas conquistas se devem à sua formação de samba.
“A Favela do Samba foi a minha primeira escola, onde eu devo toda a minha formação de samba. Lá, eu comecei a trabalhar no barracão como ajudante de barracão. Eu aprendi muito e como eu já era marceneiro com meus 16 anos eu virei um ajudante lá. Depois de muitos anos houve uma troca na diretoria e algumas pessoas saíram, e como eu já estava trabalhando há algum tempo eu assumi como diretor de barracão”, contou.
'Vovô' passa instruções em barracão da Turma do Quinto, em São Luís
Paulo Soares/Grupo Mirante
Além da Favela do Samba, "Vovô" também deixou o seu legado na Flor do Samba, outra escola de samba da capital, onde conquistou seis títulos. Ele ainda levou para o grupo de acesso a Unidos de São José de Ribamar, escola situada na cidade balneária de São José de Ribamar.
Atualmente, “Vovô” ocupa as funções de construtor de carros alegóricos e diretor de barracão na Escola de Samba Turma do Quinto, em São Luís, e ainda colabora como um dos intérpretes nos sambas-enredos.
Para ele, a idade não tem peso, pois quando o assunto é Carnaval o que vale é a entrega. “Se for preciso eu sou o marceneiro, eu sou o ferreiro, eu sou o escultor, eu sou o cantor da escola. Enquanto eu viver eu quero ser o profissional da alegria nesta festa da ilusão”, afirmou.

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