
Sistema criado por especialista em fogos de artifício gera fumaças de cores distintas e controla a dispersão no ar. Tecnologia substituiu método antigo com palha úmida. Pirotecnia e lactose: como se faz a fumaça branca que anuncia a eleição de um papa?
Talvez nem fosse necessário, mas o g1 já avisa que não é para você reproduzir este experimento em casa, certo? Dado o alerta, descubra, nesta reportagem, como as fumaças que anunciam a eleição de um novo papa são produzidas.
🎆Spoiler: o processo não envolve só queima de papel, não. Desde 2005, o Vaticano utiliza um sistema eletrônico com cartuchos pirotécnicos para garantir a visibilidade da fumaça que sai da Capela Sistina após cada votação no conclave.
Por meio de princípios químicos e físicos, uma equipe usa lactose e naftalina como os principais compostos usados para gerar, respectivamente, as fumaças branca (quando se chegou a um resultado) e preta (quando a decisão ainda não foi tomada pelos cardeais). As substâncias reagem à combustão de maneira controlada, para gerar partículas em suspensão visíveis a grandes distâncias.
Segundo informações da agência de notícias Reuters, a iniciativa foi implementada em 2005 e partiu do próprio Vaticano, após perceber que o método tradicional, baseado apenas na queima de cédulas e de palha úmida, nem sempre produzia fumaça suficientemente intensa.
Química e física na fumaça do papa
13 de março de 2013 – Fumaça preta mostra que cardeais não chegaram a uma decisão sobre o novo papa
Tony Gentile/Reuters
A lactose, açúcar presente no leite, ao ser aquecida, sofre decomposição térmica, gerando partículas sólidas finas que refletem a luz de forma difusa — o que dá à fumaça sua coloração branca.
Já a naftalina, um hidrocarboneto aromático sólido, ao queimar, libera partículas escuras que absorvem a luz, resultando na fumaça preta.
Além da composição química, o sistema leva em conta princípios da física — especialmente da termodinâmica e da mecânica dos fluidos — para que a fumaça suba de forma visível e mantenha sua cor durante a dispersão no ar.
A diferença de densidade entre o ar aquecido e o ambiente externo impulsiona a fumaça para o alto. Já a escolha do tamanho e da granulometria das partículas garante que o efeito visual dure tempo suficiente para ser notado por milhares de pessoas na Praça São Pedro.
Fogos de artifício?
Massimiliano De Sanctis, especialista em fogos de artifício e proprietário da FD Group Fireworks —empresa que forneceu o equipamento usado nos conclaves que elegeram Bento XVI, em 2005, e Francisco, em 2013 —, explica à Reuters que o sistema atual utiliza dois fogões conectados a uma mesma chaminé.
Um deles é mais antigo e serve para queimar as cédulas de votação em ferro fundido.
O outro, mais moderno, é eletrônico e recebe o cartucho de fumaça com seis cápsulas interligadas. Os próprios cardeais acionam o dispositivo por meio de uma central com botão de “ligar”. O efeito dura cerca de sete minutos.
“Cada cartucho tem seis granadas conectadas em série, que liberam fumaça de forma contínua. Isso garante que a mensagem — se o papa foi eleito ou não — seja claramente entendida”, diz De Sanctis.
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