Embarcação encalha durante maré baixa próximo ao Cais da Praia Grande, em São Luís O episódio da embarcação que encalhou na travessia entre Alcântara e São Luís reforçou uma característica conhecida dos moradores, mas ainda surpreendente para muitos: a ilha de São Luís possui uma das maiores variações de maré do mundo (entenda mais abaixo). 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp O barco, com capacidade para 110 passageiros e quatro tripulantes, retornava de Alcântara quando ficou preso na lama, a poucos metros do Cais da Praia Grande, onde as embarcações atracam. A TV Mirante mostrou ainda que algumas pessoas tentaram sair de canoa, mas também encalharam. Não há informações da quantidade de pessoas no barco, no entanto, por causa da profundidade da lama, os passageiros ficam presos e só poderão ser resgatados no período da tarde, quando a maré voltar a subir. Um helicóptero do Centro Tático Aéreo (CTA) chegou a sobrevoar a região, mas, devido à dificuldade de pouso e ao terreno instável, nenhuma retirada pôde ser feita. Variação da maré de São Luís surpreende Relatos no local indicam que a maré baixou de forma mais rápida que o esperado, surpreendendo quem estava no trajeto, mas também há possibilidade da embarcação ter tido alguma pane que atrasou a viagem, fazendo o barco não chegar a tempo no Cais quando o maré ainda era propícia. O litoral maranhense, segundo oceanógrafos, tem a maior amplitude de maré do Brasil, podendo chegar a 8 metros de diferença entre a altura da maré baixa e a maré alta, em um intervalo de aproximadamente seis horas. Visão da região da Ponta d'Areia, em São Luís, durante a maré alta e a maré baixa Initial plugin text Na prática, isso implica dizer que moradores podem ver, numa manhã, uma faixa de areia na praia com quilômetros de extensão e, durante a tarde do mesmo dia, ver o local totalmente coberto pelas águas do mar. Esse fenômeno coloca o Maranhão entre os poucos lugares do planeta com variações tão bruscas — ao lado da Baía de Fundy, no Canadá, e na Baía do Mont Saint-Michel, na França. Segundo especialistas, a geografia da costa, a influência da Lua, e a proximidade com a linha do Equador explicam a grande variação da maré na Baía de São Marcos (onde se encontra São Luís). Casos anteriores Além do problema da maré baixa para as embarcações, a maré alta pode também causar transtornos, como já virou comum na Grande São Luís nos últimos anos. Maré arrasta dezenas de carros numa praia do Maranhão Em janeiro de 2014, dezenas de motoristas que estacionaram em uma praia de São José de Ribamar foram surpreendidos pelo avanço repentino da água. Vídeos gravados por frequentadores mostraram o desespero das pessoas tentando salvar os veículos, que começaram a boiar e a ser engolidos pela maré. À noite, quando o nível baixou, cerca de 100 carros estavam amontoados, parcialmente enterrados na areia e tomados pela água e lama, causando grande prejuízo. Carro é 'engolido' pela maré em praia no Maranhão Também em São José de Ribamar, em 2023 um carro foi tomado rapidamente pela maré na Praia do Araçagi. O proprietário não conseguiu ajuda a tempo de retirar o veículo, que ficou seriamente danificado. Especialistas explicam que, para quem não conhece as praias locais, a impressão é de que dá tempo de retirar carros ou embarcações antes da subida da maré. Mas a velocidade com que a água avança — em função da grande amplitude — torna o risco muito maior. Cuidados necessários A Capitania dos Portos reforça que a navegação em áreas rasas da Baía de São Marcos exige atenção redobrada aos horários de maré e aos boletins de profundidade atualizados. Em períodos de sizígia — quando Sol, Lua e Terra estão alinhados e a maré sobe ainda mais — o risco aumenta. Para banhistas, motoristas e pescadores, a recomendação da Capitania dos Portos é a mesma: verificar a tábua de marés antes de entrar na água, evitar o estacionamento na faixa de areia, e tomar cuidado ao navegar muito próximo à costa.
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