
Suspeito é o terceiro envolvido no grupo criminoso que conseguia empréstimos usando documentos falsos. Empresário é suspeito de aplicar golpes milionários em bancos no Pará
Divulgação
O Ministério Público do Estado do Pará confirmou, nesta segunda-feira (2), a prisão do empresário suspeito de envolvimento em um esquema de obtenção de empréstimos bancários milionários por meio de fraudes. Ele foi localizado no bairro de Pinheiros, na capital paulista, no último sábado (31), onde foi preso pelo Serviço de Polícia Interestadual (Polinter) do Pará e Polícia Civil de São Paulo.
O empresário passou por audiência de custódia, no último domingo (1), pela qual a juíza Vivian Brenner, da Vara de Plantão Criminal da Capital, deicdiu manter a prisão expedida pela Vara de Inquéritos Policiais e Medidas Cautelares de Belém. O g1 tenta contato com a defesa do suspeito.
O caso é investigado pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado Pará.
A prisão do terceiro envolvido é desdobramento da operação Apate que, em maio deste ano, cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisões contra o ex-cartorário Diego Kós Miranda e a advogada Giseanny Valéria Nascimento da Costa, que teriam aplicados golpes em diversas instituições financeiras. O prejuízo ultrapassa R$ 11 milhões.
Entre os bens apreendidos com eles está um carro de luxo avaliado em R$ 500 mil.
Porsche avaliado em mais de R$ 500 mil é apreendido
Divulgação/MPPA
Na época os dois ficaram presos preventivamente por cinco dias e foram soltos. O MPPA requereu novamente as prisões deles, mas os dois estão na condição de foragidos.
Todos os envolvidos respondem por crimes de estelionato e associação criminosa.
Esquema fraudulento investigado pelo Gaeco
Os suspeitos abriam empresas e escritórios de alto padrão para impressionar os gerentes dos bancos e, desta forma, ter facilidade para adquirir financiamentos sem que fosse realizada uma análise minuciosa e cuidadosa dos documentos apresentados por eles – e que eram falsos, na verdade.
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As instituições financeiras só tomavam conhecimento do crime quando chegava o período de pagamento das parcelas do empréstimo e a dívida, então, não era quitada, nem abatida.
Entre os bancos que sofreram o golpe estão o Banco da Amazônia e o Sicoob.
Os suspeitos também tentaram obter financiamentos junto à Caixa Econômica Federal, mas a instituição apurou informações sobre a documentação de um imóvel apresentado por eles.
A Caixa, no entanto, entrou em contato com o Cartório de Registro de Imóveis do 2º Ofício de Belém e constatou que a certidão era falsa.
Relembre as primeiras prisões e apreensões da operação Apate, do Gaeco, do Ministério Público do Estado do Pará, em maio deste ano:
MPE cumpre mandados de prisão em Belém por golpe contra instituições financeiras
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Empresário envolvido em golpes milionários contra bancos no Pará é preso em SP
