
Veja dicas de alunos que tiraram nota mil na redação do Enem 2022
Faltando pouco mais de um mês para o Enem 2025, estudantes tendem a intensificar o treino de redação, que tem peso importante na nota final. A principal orientação dos especialistas é que essa rotina seja organizada com foco em qualidade, e não quantidade de textos.
Segundo Daniela Toffoli, professora de redação do Curso Anglo, escrever duas redações por semana pode ser um grande ganho, "desde que haja tempo para revisar cada uma com atenção, aplicar as correções necessárias e aprender com os erros".
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Para alunos mais avançados nesse estudo ou com menos tempo disponível, uma produção por semana pode ser o suficiente.
Tanay Gonçalves, da plataforma Professor Ferretto, reforça: "Não adianta o aluno fazer uma redação por dia, cinco na semana, se ele só vai receber as correções no fim daquela semana. Todas vão voltar com os mesmos erros".
"Mais vale escrever uma redação, receber o feedback e, com base nele, escrever a próxima", recomenda Tanay.
Daniela também indica definir um tempo fixo na semana para redação, sem esquecer as outras matérias que precisam ser contempladas na rotina. "Reserve 1 ou 2 dias para essa prática, a depender do seu grau de dificuldade", sugere.
➡️ Simular as condições reais do exame é importante nesse momento: no dia da prova, o aluno terá 5 horas e 30 minutos para responder 90 questões de múltipla escolha, além da redação. Professores aconselham que os candidatos separem entre 1h e 1h20 para a produção de texto. Daniela sugere 20 minutos para leitura e planejamento, 30 para escrita e 10 para revisão.
"Tente cronometrar cada etapa para identificar onde estão as principais falhas durante esse processo. Por exemplo: eu demoro muito para ler a coletânea e colher dados importantes? Eu faço um planejamento de maneira rápida e desatenta, e isso interfere na escrita do rascunho?", orienta Daniela.
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Estratégias complementares para estudar redação
A professora Tanay Gonçalves recomenda combinar a prática da escrita com estudo de repertório, dividido por eixos temáticos: educação, tecnologia, social, ambiental, saúde etc. Mas sem exageros: "Na hora da prova ninguém vai lembrar de tudo. O ideal é estudar poucos, mas repertórios de qualidade", acrescenta.
O aluno pode criar esse acervo pesquisando sobre os assuntos de forma isolada, mas o ganho é maior quando aplicado na prática. Busque por temas passados do próprio Enem ou propostas similares feitas por cursinhos e plataformas.
"Alternar temas e bancas amplia o repertório sociocultural e a capacidade de adaptação na prova", destaca Daniela Toffoli.
A leitura de redações nota 1.000, divulgadas em edições anteriores do Enem, é outro bom recurso. "Leia para aprender sobre estrutura, uso de repertório e abordagem dos temas. Desmonte esses textos, analisando como o autor estrutura os parágrafos, introduz argumentos e cria a proposta de intervenção", explica a professora.
Outras estratégias são o treino de conectivos e exercícios de síntese. No primeiro caso, "elabore uma lista com conectores variados que melhorem a coesão do texto, evitando repetições", propõe Daniela. A segunda ideia é tentar resumir, em poucas linhas, textos argumentativos ou trechos de artigos de opinião. "Isso ajuda a organizar ideias na redação".
Como avaliar a própria redação
A autoavaliação é parte importante do progresso do aluno, independente de contar com o apoio de um professor ou corretor durante a jornada. Daniela recomenda algumas técnicas para fazer esse balanço:
Ler em voz alta: Ajuda a identificar frases confusas, problemas de coesão e erros de gramática;
Ter uma checklist: Liste os elementos essenciais de uma boa redação, como tese clara, argumentos consistentes, conectivos bem usados e proposta de intervenção detalhada. Confira se todos eles estão presentes no texto;
Guardar redações anteriores: Para fazer revisões periódicas e acompanhar a própria evolução.
Lembre-se de praticar essa análise considerando as cinco competências avaliadas pela Matriz de Referência do Enem.
Cartilha do participante do Enem explica as cinco competências avaliadas na redação.
Inep
Usando IA para corrigir a redação 🤖
O aluno nem sempre tem um especialista à disposição para corrigir suas redações – principalmente quem estuda sozinho, em casa. Nesse caso, a inteligência artificial é uma alternativa, desde que seja personalizada pelo candidato para reconhecer as habilidades e competências cobradas pelo exame.
✅ Além do feedback instantâneo, a IA é capaz de identificar erros de gramática e coesão textual, falhas na estrutura (introdução, desenvolvimento e conclusão), lacunas na argumentação e ideias inconsistentes, lista Daniela.
A tecnologia também pode ajudar a superar bloqueios criativos, sugerir abordagens diferentes para um tema, organizar a escrita e expandir o vocabulário – mas não é capaz de oferecer um retorno motivador, ressalta Karla Priscilla, coordenadora de inovação da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo.
“A IA não substitui o professor em critérios que exigem subjetividade e empatia. Ela não consegue entender a intenção do autor nem fazer juízo de valor sobre a originalidade ou profundidade da reflexão do aluno", alerta.
🚨 A análise do repertório sociocultural é o principal ponto de atenção. "Ela pode ser rasa. Às vezes, o aluno não fez um bom proveito das informações, mas a IA avalia qualquer inserção como válida", reforça Tanay.
Daniela acrescenta: "Sempre que possível, recorra a um professor para uma devolutiva mais precisa e alinhada com o vestibular. Não confie somente na IA, use-a como complemento e revise criticamente se as sugestões fazem sentido para o texto".
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