
Ao g1, Breno Teixeira, de 25 anos, contou que foi expulso do bar com um amigo após o dono alegar estar 'incomodado com a presença' de ambos. Incidente aconteceu nesta sexta-feira (24), na Avenida Litorânea. Breno Teixeira, engenheiro de produção, diz ter sido vítima de homofobia em bar na orla de São Luís
Arquivo pessoal
O engenheiro de produção, Breno Teixeira, de 25 anos, diz ter sido vítima de homofobia em um bar na Avenida Litorânea, em São Luís. O incidente aconteceu nesta sexta-feira (24).
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O caso viralizou nas redes sociais. Ao g1, Breno contou que estava conversando um amigo no bar 'O Pioneiro', quando foi abordado pela garçonete do estabelecimento que pediu que eles se retirassem do local, pois o dono estava 'incomodado com a presença', de ambos.
"Eu estava com no bar, sentado com um amigo, batendo um papo sério. Eu cheguei a pedir uma água, paguei e o meu amigo, estava bastante próximo de mim, mas não tinha 'pegação' ou nada chocante. Foi aí que a garçonete veio e pediu que a gente saísse, pois o dono estava 'incomodado' com a presença da gente", conta.
Breno Teixeira publicou uma foto, na frente do bar, logo após ter sido expulso do local
Arquivo pessoal
Breno chegou a questionar, para a funcionária, o motivo da expulsão. A moça apenas justificou a ação pelo fato de que ambos estarem 'muito próximos' um do outro na mesa. O homem ainda não foi identificado.
"Meu amigo estava desabafando comigo e houveram momentos em que ele colocava a cabeça no meu ombro e chorava. Quando eu perguntei para a garçonete o motivo de tudo aquilo, ela apenas disse: 'Não, vocês estão aí, muito próximos e muito juntos, ele [dono do bar] pediu que vocês saíssem", disse.
Após ter sido expulso, o engenheiro disse que não chegou a questionar o dono do estabelecimento sobre o ocorrido e que, somente após ter saído do bar, é que ele percebeu que havia sido vítima de homofobia.
"Minha reação foi apenas de levantar e sair. Somente depois que eu saí, que percebi o que havia acontecido. Foi uma situação muito constrangedora, tanto para mim quanto para o meu amigo. Nós saímos de lá muito tristes, já que nunca havíamos passado por nada assim na vida e estamos passando agora. É revoltante", desabafa.
De acordo com o engenheiro, ele vai registrar ainda nesta sexta-feira, um Boletim de Ocorrência (B.O) pelo crime de homofobia. Ele contou que, o advogado Thiago Viana, especializado em Direito LGBTI, soube do incidente e ofereceu assistência jurídica no caso.
Procurado pelo g1, o Bar Pioneiro ainda não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.
Homofobia é crime
A criminalização da homofobia e da transfobia foi permitida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em decisão de junho de 2019. A criminalização prevê que:
"praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito" em razão da orientação sexual da pessoa poderá ser considerado crime;
a pena será de um a três anos, além de multa;
se houver divulgação ampla de ato homofóbico em meios de comunicação, como publicação em rede social, a pena será de dois a cinco anos, além de multa;
e a aplicação da pena de racismo valerá até o Congresso Nacional aprovar uma lei sobre o tema.
Repercussão
Engenheiro alega ter sido vítima de homofobia em bar de São Luís
Reprodução/Twitter
Ainda ao g1, o Breno contou que, logo após incidente, fez uma foto em frente ao bar e publicou nas redes sociais, para alertar os seguidores e amigos sobre a conduta do bar. Entretanto, ele não contava com a repercussão.
"Minha intenção era para alertar aos meus amigos, que também são homossexuais, que quisessem ir nesse estabelecimento, que não fossem porque lá existe esse tipo de conduta. Não é por conta teu dinheiro, vestimenta, tua profissão, é simplesmente por algo que você é. O fato de eu ser gay foi o motivo de ter sido expulso de lá", disse.
Até o momento, o tweet com a denúncia já conta com mais de 20 mil curtidas e mais de 900 mil impressões. O engenheiro contou também que ficou muito feliz com as mensagens de apoio que recebeu das pessoas e, inclusive, de outros bares e restaurantes de São Luís.
Outros casos
O maranhense contou ainda que esta era a primeira vez que ele havia ido ao estabelecimento e que, após a repercussão do caso, tem recebido outros relatos de pessoas que alegam ter sido vítimas de homofobia no bar.
"Várias pessoas nos comentários, relataram que tiveram algumas situações constrangedoras, voltadas para a homofobia, no estabelecimento. Então parece que essa não é a primeira vez que isso acontece por lá", finalizou.
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Certame aconteceria no dia 3 de março de 2020, mas foi suspenso por causa da pandemia de Covid-19. Provas estão marcada para o dia 12 de fevereiro
Freepik/jannoon028
A aplicação das provas do concurso da Prefeitura de Penedo, no interior de Alagoas, foi distribuída para outras cidades, além do próprio município. O motivo é o grande número de inscrições. Foram 9.244 no total. Os locais de prova já podem ser consultados.
Para conferir a cidade em que a prova será aplicada, o candidato deve acessar o site da Copeve e digitar o CPF para acessar o cartão de inscrição.
Clique aqui para conferir o local de inscrição
O certame seria realizado no dia 3 de maio de 2020, mas foi suspenso por causa da pandemia de Covid-19. Após a preparação para o concurso ser retomada em 2022, as provas foram marcadas para 12 de fevereiro de 2023.
Os portões dos locais de prova serão fechados às 13h10, segundo o edital.
Total de inscritos por cargo
ASSISTENTE SOCIAL – 305
BIOMÉDICO – 48
ENFERMEIRO – 794
EN..
Ônibus que levava trabalhadores maranhenses ao Sul do país é apreendido em péssimas condições na BR-316
Apreensão aconteceu em Santa Inês. No Maranhão, muitos são levados para a região Sul e trabalham em condições análogas à escravidão. Ônibus estava com pneus carecas e cheio de trabalhadores maranhenses que seriam levados para Santa Catarina
Divulgação/PRF
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Muitos trabalhadores maranhen..
Maioria é contra técnico estrangeiro na seleção brasileira, aponta Datafolha
MARCOS GUEDES
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O levantamento foi feito nos dias 27 e 28 de julho. Foram ouvidas 2.556 pessoas de 16 anos ou mais em 183 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
Houve considerável aumento na rejeição em relação à pesquisa anterior. A mesma pergunta foi feita no final de 2019 -em verificação também com margem de erro de dois pontos percentuais-, quando 46% se mostraram contrários ao comando estrangeiro no time verde-amarelo.
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