
'Sem distrações. Só foco profundo', diz a Alpha School, escola americana baseada em IA
Reprodução/Redes sociais
Uma escola para crianças e adolescentes baseada em inteligência artificial está em expansão nos Estados Unidos: ela substitui professores por programas digitais capazes (em tese) de detectar o nível de conhecimento de cada aluno e oferecer um ensino personalizado e acelerado.
💻Por isso, na Alpha School, não há divisão de séries a partir da idade dos estudantes. E as disciplinas básicas, como matemática e inglês, ocupam apenas 2 horas por dia — o restante do tempo é preenchido por atividades de socialização e de "aprendizados para a vida".
💰Estudar em uma das unidades já abertas (Texas, Flórida, Arizona e Califórnia) custa, no mínimo, 40 mil dólares por ano (cerca de R$ 217,3 mil; ou R$ 18 mil por mês). Segundo o próprio colégio, há previsão de abertura de novas filiais neste semestre, inclusive em Nova York.
Abaixo, veja os detalhes de como a escola funciona:
🎓Não há mesmo professores?
Não. O colégio diz que oferece "guias de aprendizagem": profissionais cujo papel principal é incentivar os alunos. "Sua função é identificar as necessidades individuais [dos estudantes] e oferecer suporte emocional e motivacional durante o processo de aprendizado", diz a Alpha School.
Os guias monitoram o progresso dos estudantes por meio de relatórios gerados pela IA e organizam oficinas e atividades que desenvolvem "habilidades para a vida", como práticas de oratória e ensinamentos sobre finanças pessoais.
"Eles são selecionados por sua excelente formação acadêmica e experiência em áreas como tecnologia e startups, além de sua capacidade de se conectar e motivar os alunos", afirma a instituição.
Não há nenhuma menção à obrigatoriedade de licenciatura ou de graduação em alguma disciplina específica.
🕣Por que apenas 2 horas de aula por dia?
Os alunos estudam conteúdos fundamentais (matemática, ciências, leitura) entre 9h e 11h da manhã, com acompanhamento personalizado da IA. Na proposta da escola, isso seria possível porque "a ferramenta identifica dificuldades e acelera o progresso acadêmico individual até o domínio completo de cada tópico".
Diante da crítica ao uso abusivo de telas, a Alpha School alega que o restante do dia é dedicado à interação social, a partir de workshops, projetos colaborativos e atividades práticas com os colegas.
🧑🧑🧒🧒Como os alunos são motivados?
A escola usa modelos de motivação individuais e coletivos, com recompensas e incentivos. A partir do desempenho de cada um e das metas atingidas, é possível ganhar tempo para atividades extras ou usar a moeda interna da escola para acessar experiências "especiais".
🚸Qual é o sistema de níveis na Alpha School?
A instituição oferece o equivalente ao período entre pré-escola e ensino médio, utilizando níveis baseados em habilidades específicas atingidas por cada aluno. A idade não determina o progresso; estudantes avançam nas disciplinas de acordo com suas capacidades.
💰De quanto é a mensalidade?
O site oficial informa que a mensalidade da Alpha School cobre todas as atividades do estudante — incluindo viagens, materiais didáticos e eventos especiais. Como mencionado no início da matéria, a taxa anual é de US$ 40 mil dólares (cerca de R$ 217,3 mil).
📝Como funciona a admissão?
É preciso preencher e enviar o formulário de candidatura e pagar uma taxa não reembolsável de US$ 100 por aluno.
Depois disso, o estudante deve participar de uma "Showcase" (apresentação da escola) e, então, agendar o "Shadow Day" — um dia para vivenciar Alpha School, usando os aplicativos de IA e participando das oficinas focadas em habilidades de vida.
Após o "Shadow Day", a equipe de admissões revisa os resultados, os comentários da visita e discute os objetivos acadêmicos com a família.
Se o aluno for aprovado, a escola faz uma oferta de matrícula. É necessário pagar um depósito não reembolsável de US$ 1.000 para garantir a vaga (o valor é descontado do total da anuidade).
✖️Quais críticas são feitas ao modelo da escola?
Nos EUA, especialistas levantam questionamentos sobre:
a reduzida carga horária voltada às disciplinas tradicionais (apenas 2 horas por dia);
o excesso de contato com telas provocado pelo uso da IA;
a "robotização dos alunos", que passam a ser estimulados apenas por recompensas externas;
a formação dos "guias", que não necessariamente têm licenciatura ou experiência em sala de aula;
os possíveis prejuízos em questões relacionadas a habilidades sociais, pensamento crítico e concentração por períodos mais prolongados;
a regularidade da existência dessa escola (a falta de alinhamento aos padrões acadêmicos barrou esse modelo na Pensilvânia, por exemplo);
a falta de discussões sobre diversidade e inclusão.
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