
O professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Paulo Travassos, esteve em Fernando de Noronha para dar andamento a um estudo do atum na ilha. O especialista foi consultado pelo Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) para uma análise sobre a pesca da sardinha na área do Parque Nacional Marinho e alternativas para a captura de iscas. O blog Viver Noronha aproveitou a passagem do estudioso para saber a posição final sobre a pesca da sardinha na área do parque, uma polêmica que se arrasta há anos.
“A sardinha tem uma distribuição que vai além do Parque Nacional Marinho. Mesmo que haja a captura, que hoje é proibida, não haverá nenhum prejuízo a biomassa dessa espécie. Não há impacto, nós já comunicamos isso oficialmente ao ICMBio”, revelou Paulo Travassos.
O professor também falou de alternativas para substituição da sardinha, como isca viva. “Eu entendo que sendo um Parque Nacional Marinho está proibida a pesca da sardinha, nós devemos procurar alternativas a captura, tanto da sardinha quanto do garapau, outra espécie abundante na ilha e boa como isca. É preciso alternativas para que a gente consiga manter a pesca artesanal. Mas repito, não há nenhum impacto se houver captura da sardinha. Cabe ao ICMBio permitir ou não a captura da sardinha, mesmo que forma provisória, pelos pescadores artesanais”, finalizou Travassos.
O Instituto Chico Mendes da Biodiversidade ainda não divulgou decisão final, depois da apresentação do relatório do especialista.
Especialista avalia que pesca da sardinha na área do Parque Nacional Marinho não causa impacto em Fernando de Noronha
