
Pacientes e familiares denunciam a ausência de medicamento nominado 'Vemurafenib', em falta há cerca de três meses. Há quase três meses, dona Maria aguarda medicamento prescrito para o seu tratamento contra o câncer.
Reprodução/TV Mirante
Pacientes oncológicos da São Luís denunciam a falta de um medicamento essencial para o tratamento do câncer que enfrentam. Nos últimos três meses, a ausência do fármaco tem os preocupado e afetado seus familiares.
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De acordo com relatos dos pacientes, o desabastecimento do medicamento tem levado a sérias complicações em seus tratamentos, resultando na interrupção de terapias vitais e prejudicando a eficácia dos procedimentos médicos, produzindo, por sua vez, consequências prejudiciais à qualidade de vida e ao prognóstico de suas doenças.
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Na capital, uma idosa de 63 anos, que enfrenta um câncer de pele há 4 anos, está passando por momentos de angústia devido à falta do medicamento essencial para o seu tratamento.
O remédio, nominado 'Vemurafenib' [indicado para o tratamento de melanoma, doença maligna das células da pele que produzem o pigmento chamado melanina], distribuído gratuitamente pela farmácia de medicamentos especializados, está em falta há quase 3 meses, e seu valor, fora da distribuição realizada pelo Estado, pode custar em média 10 mil reais.
A idosa, identificada como Maria, possui em seu histórico de tratamento uma cirurgia para a retirada de um sinal na pele, no Hospital Aldenora Belo, em 2019.
Posteriormente, nódulos em sua cabeça surgiram, e o tratamento passou a ser feito no Hospital Geral, onde foi prescrito o medicamento que ela precisa usar, atualmente
Falta de medicamento prejudica tratamento de pacientes com câncer, em São Luís
Em virtude da escassez do medicamento, a família da idosa tem buscado alternativas para aliviar os sintomas, como a utilização de morfina, recomendada e ministrada em pacientes com dores agudas.
"A gente vai na lá no Hospital Geral, [mas] eles [especialistas] dizem não tem previsão. É uma tristeza né? Num momento desse que a gente não pode fazer nada pela mãe da gente. Tem dia que ela não come, tem dia que ela não levanta. Passa tudo isso na minha cabeça, porque se [minha] mãe não tiver o remédio dela, vai terminar eu perdendo a minha mãe. Então, é uma tristeza", relatou Jefiza Oliveira, ao explicar a difícil situação enfrentada, diariamente, por sua mãe, sem acesso, no momento, ao medicamento prescrito para seu tratamento.
O que diz o poder público
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou, por meio de nota, que o medicamento está em processo de compra, mas não especificou um prazo para que ele volte a ser distribuído para os pacientes no Maranhão.
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