Silvia cobra ajuda do Governo Federal para trazer ao Brasil as cinzas de Débora Brandão
Familiares de Débora Evangelista Brandão, morta por Danilo Cavalcante nos Estados Unidos, cobram uma ajuda do governo federal para conseguir trazer as cinzas dela ao Brasil. Débora foi cremada.
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Segundo Silvia Brandão, irmã de Débora, o processo de traslado das cinzas está lento. Por isso, ela pede que o governo brasileiro ajude na intermediação com os Estados Unidos.
"Há mais de dois anos não conseguimos trazer as cinzas da Débora ao Brasil, e isso é importante para toda a família, para fecharmos esse ciclo e termos uma despedida digna pra ela. Eu também não tive ajuda para acelerar meu visto para os Estados Unidos e eu conseguir dar o apoio, como irmã mais velha, a minha irmã Sarah e meus sobrinhos, depois de tudo o que aconteceu", disse Silvia.
Silvia Brandão (à direita), irmã mais velha de Débora Evangelista Brandão. — Foto: Arquivo pessoal
Silvia Brandão (à direita), irmã mais velha de Débora Evangelista Brandão. — Foto: Arquivo pessoal
Em nota enviada ao g1, o Itamaraty informou que "o traslado dos restos mortais de brasileiros falecidos no exterior é decisão da família e não pode ser custeado com recursos públicos", mas que está à disposição para prestar a assistência consular aos familiares de Débora. Veja a nota na íntegra ao final da matéria.
O crime
Silvia Brandão é irmã mais velha de Débora Evangelista Brandão, morta a facadas por Danilo na cidade de Phoenixville, no estado da Pensilvânia, em 18 de abril de 2021. Débora Evangelista tinha 34 anos, morava nos EUA há cerca de cinco anos com os dois filhos, que presenciaram o crime.
A brasileira Débora Evangelista Brandão foi morta a facadas nos Estados Unidos pelo ex-companheiro Danilo Sousa Cavalcante — Foto: Reprodução
A brasileira Débora Evangelista Brandão foi morta a facadas nos Estados Unidos pelo ex-companheiro Danilo Sousa Cavalcante — Foto: Reprodução
Segundo as investigações, Danilo não aceitava o fim do relacionamento e, desde 2020, ameaçava Débora. Ele foi preso pela polícia americana no estado da Virgínia, 1h30 após o assassinato.
Fuga da cadeia e angústia
Danilo Sousa Cavalcante não aceitava o fim do relacionamento com Débora Evangelista Brandão — Foto: Montagem/g1
Danilo Sousa Cavalcante não aceitava o fim do relacionamento com Débora Evangelista Brandão — Foto: Montagem/g1
Danilo Cavalcante foi preso e condenado a prisão perpétua por matar Débora, mas, no dia 31 de agosto, conseguiu escapar da prisão escalando paredes .
Após a fuga, autoridades do estado da Pensilvânia iniciaram uma caçada que durou 14 dias, mobilizando 500 policiais e a participação do FBI. Mesmo assim, Cavalcante conseguiu caminhar por 38 quilômetros, roubar uma van e um rifle e trocar tiros com um morador.
Brasileiro condenado à prisão perpétua por matar ex-namorada foge da cadeia nos EUA
Danilo só foi capturado nesta quarta-feira (13), o que trouxe alívio para os familiares de Débora Brandão. O maior medo era que Danilo pudesse se vingar de familiares que moram nos Estados Unidos, ou no Brasil.
Nota do Itamaraty
"O Itamaraty está à disposição para prestar a assistência consular cabível aos familiares da nacional brasileira. Em caso de falecimento de cidadão brasileiro no exterior, os consulados brasileiros poderão prestar orientações gerais aos familiares e cuidar da expedição de documentos, como o atestado consular de óbito, tão logo terminem os trâmites obrigatórios realizados pelas autoridades locais. O traslado dos restos mortais de brasileiros falecidos no exterior é decisão da família e não pode ser custeado com recursos públicos, à luz do § 1º do artigo 257 do decreto 9.199/2017. A emissão de vistos de entrada é de exclusiva competência e soberania de cada país. Em observância ao direito à privacidade e ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, informações detalhadas poderão ser repassadas somente mediante autorização dos familiares diretos. Assim, o MRE não poderá fornecer dados específicos sobre casos individuais de assistência a cidadãos brasileiros".
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