
Estudo mostra desigualdade na distribuição dos médicos pelo país
O governo federal anunciou a abertura de 3 mil novas bolsas de residência médica em 2026 e o lançamento de um edital para a contratação de 900 médicos especialistas para atuação no Sistema Único de Saúde (SUS).
➡️As medidas fazem parte do programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde.
Com a ampliação, o ministério afirma que passará a financiar mais de 60% das bolsas de residência médica no país, o equivalente a cerca de 35 mil profissionais em formação.
O investimento previsto para este ano é de R$ 3 bilhões.
Ainda de acordo com a pasta, as novas vagas de residência são voltadas a especialidades consideradas prioritárias para o SUS, como oncologia, anestesiologia, cirurgia oncológica, neurologia pediátrica, oftalmologia e radioterapia.
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O ministério informou que, no último ano, houve crescimento de pelo menos 15% no número de vagas em cirurgia oncológica e neurologia pediátrica, além de aumento em oftalmologia (14%) e radioterapia (10%).
O anúncio também inclui a ampliação da residência multiprofissional em saúde.
O edital de 2026 prevê 1.000 novas bolsas para categorias como enfermagem, psicologia e fisioterapia.
Segundo o ministério, mais de 16 mil profissionais terão a formação financiada pelo governo federal, o que representaria cerca de 90% das vagas ofertadas no país nessa modalidade.
Além da formação, o governo lançou um novo edital do Mais Médicos Especialistas, que prevê a seleção de 900 médicos para atuação imediata no SUS.
Os profissionais serão distribuídos em 16 especialidades prioritárias, entre elas anestesiologia, cirurgia geral, radiologia, mastologia, ginecologia e oncologia clínica.
Atualmente, 583 médicos especialistas atuam pelo programa em todas as regiões do país.
Segundo o Ministério da Saúde, com o novo edital, a expectativa é chegar a 1.500 profissionais. A maior parte atua no interior (48,7%) e em regiões metropolitanas (34%).
Criado em 2025, o programa Agora Tem Especialistas tem como objetivo ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias e reduzir o tempo de espera no SUS.
O ministério afirma que as ações buscam enfrentar o déficit histórico de especialistas na atenção especializada e a má distribuição desses profissionais no país.
Programa Agora Tem Especialistas
Ascom/Ministério da Saúde
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