
Greve de rodoviários da 1001 chega ao 3º dia e deixa 162 ônibus parados em São Luís Reprodução/TV Mirante A greve dos rodoviários de São Luís chegou ao fim na manhã deste domingo (28), após cinco dias de paralisação do transporte público. O encerramento ocorreu depois de uma reunião entre representantes dos trabalhadores, das empresas e do Sindicato das Empresas de Transporte (SET), realizada na sede da empresa 1001/Expresso Rei de França. O acordo firmado garante a retomada imediata da operação integral das linhas que estavam paralisadas. Os rodoviários escalados para o segundo turno deste domingo já retornaram ao trabalho. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp A paralisação teve início no dia 24 de dezembro e atingiu as empresas 1001/Expresso Rei de França e Expresso Grapiúna, que integram o Consórcio Via SL. O movimento foi motivado por atrasos no pagamento do 13º salário e de adiantamentos salariais. De acordo com a defesa do Consórcio Via SL, a crise financeira ocorreu após bloqueios de subsídios realizados pela Prefeitura de São Luís. Já o município afirma que houve inexecução contratual grave por parte das empresas. Entre os principais pontos definidos na reunião estão: Retorno imediato: operação do sistema normalizada a partir do segundo turno deste domingo (28); Fiscalização: criação de uma comissão de trabalhadores para acompanhar diariamente a arrecadação das empresas; Sem descontos: garantia de pagamento integral dos dias de paralisação; Justiça: homologação do acordo no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16), com encerramento das disputas judiciais. O termo de compromisso também estabelece medidas para assegurar a quitação dos valores devidos aos trabalhadores e maior transparência na arrecadação das empresas. A comissão de rodoviários irá acompanhar diariamente a prestação de contas da bilhetagem eletrônica. Ficou definido ainda que não haverá descontos nos salários nem nos tíquetes-alimentação referentes aos dias parados, na folha de pagamento de dezembro. O Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (STTREMA) vão comunicar o acordo à Justiça do Trabalho para a baixa dos processos judiciais relacionados à greve. Decisão da Justiça Tribunal Regional do Trabalho no Maranhão Divulgação/TRT-MA O Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região determinou, neste sábado (27), que ao menos 80% da frota de ônibus do Consórcio Via SL circule em São Luís. A decisão ocorre após a paralisação iniciada por funcionários da empresa 1001/Expresso Rei de França, que já dura quatro dias e afeta milhares de usuários do transporte público. A ordem obriga o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão a garantir o funcionamento mínimo do serviço. Em caso de descumprimento, está prevista multa diária de R$ 100 mil. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp A decisão foi assinada pela desembargadora Márcia Andrea Farias da Silva, que também proibiu formas de protesto como “operação catraca livre”, “operação tartaruga” e bloqueios nas entradas das garagens. A paralisação começou após o Consórcio Via SL, formado pelas empresas 1001/Expresso Rei de França e Expresso Grapiúna, deixar de pagar adiantamentos salariais, férias, tíquete-alimentação e parcelas do 13º salário. Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte, a falta de recursos ocorreu após a Prefeitura de São Luís bloquear subsídios do sistema. O município teria deixado de repassar R$ 548 mil referentes a novembro para compensar gastos com transporte por aplicativos durante greves anteriores. O sindicato patronal afirma que o parecer técnico da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes não tem amparo legal para a retenção dos valores. Diante da crise, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), anunciou nesta sexta-feira (26) que pediu a abertura de um processo de caducidade contra o Consórcio Via SL. A medida pode resultar na rescisão do contrato de concessão. Segundo o prefeito, a gestão municipal já busca uma nova operadora para assumir as linhas afetadas pela paralisação. A decisão judicial também determinou que a Secretaria de Segurança Pública auxilie no cumprimento da ordem e que a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes informe ao tribunal, a cada dois dias, a frota de ônibus em circulação. A desembargadora destacou que o transporte coletivo é um serviço essencial e que a paralisação total, iniciada antes do prazo legal de 72 horas, é considerada abusiva. Uma audiência de conciliação deve ser marcada após o retorno das atividades do Judiciário. Veja os vídeos que estão em alta no g1
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Tribunal do Júri do Fórum de Pindaré-Mirim, cidade a 259 km de São Luís — Foto: Divulgação/CGJ-MA Tribunal do Júri do Fórum de Pindaré-Mirim, cidade a 259 km de São Luís — Foto: Divulgação/CGJ-MA
O Tribunal do Júri do Fórum de Pindaré-Mirim, cidade a 259 km de São Luís, condenou José de Ribamar Monteiro, a 14 anos e 3 meses de prisão pelo crime de homicídio contra José Pereira Cruz, que foi morto a tiros em maio de 1999.
O réu foi julgado na última terça-feira (30), no Salão do Júri do Fórum de Pindaré-Mirim. O julgamento foi presidido pelo juiz titular da Vara Única, Humberto Alves Júnior.
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Reprodução/EPTV
O Maranhão terá, em 2024, 162.011 jovens com 16 ou 17 anos de idade que estão aptos para votar nas eleições. O grupo representa 3,12% de todo o eleitorado estadual, que é de 5.180.703, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Adolescentes não precisam votar, mas fazem a diferença
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