Greve dos rodoviários da 1001 segue em São Luís, com impasse na Justiça para pagamento de subsídios


Greve dos motoristas de ônibus, em São Luís Juvêncio Martins/TV Mirante A paralisação dos rodoviários da empresa 1001 continuou neste sábado (22) em São Luís, com a cobrança de pagamento de salários e uma promessa de greve geral no transporte público, na próxima quinta (27), se a reinvindicação não for atendida. Clique e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp O movimento ocorre após o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (Sttrema) cobrar novamente da empresa o cumprimento da cláusula da Convenção Coletiva que garante o pagamento dos salários. O Sttrema enviou ofício, na sexta-feira (21), dando 72 horas úteis para que as empresas quitem todos os atrasos. Caso o prazo não seja cumprido, o sindicato afirma que irá deflagrar uma greve que pode paralisar todo o sistema de transporte urbano da capital. Segundo o sindicato, os atrasos salariais têm sido frequentes e prejudicam diretamente os rodoviários, além de comprometer o serviço oferecido à população. Rodoviários mantêm paralisação na porta da garagem da 1001 Impasse na Justiça A Prefeitura de São Luís afirmou que tenta novamente autorização judicial para depositar valores do subsídio destinados ao pagamento de parcelas atrasadas. Para a prefeitura, não deveria haver greve de motoristas de ônibus, uma vez que o subsídio que já é pago deveria ser apenas para o pagamento de salários dos trabalhadores. O prefeito Eduardo Braide (PSD) diz que irá depositar o valor direto para uma conta da Justiça, para que haja garantia de pagamento dos salários, conforme acordo firmado no início do ano. Mas, após ter o pedido barrado em 1º grau, o Município protocolou um novo pedido diretamente no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA). A primeira ação havia sido extinta porque, segundo a juíza responsável, apenas o TRT-16 pode analisar questões ligadas à greve, às decisões liminares e ao dissídio coletivo. Com isso, a Prefeitura ficou impedida de depositar R$ 2 milhões anunciados e enfrenta mais um entrave para efetivar o repasse. Enquanto isso, a SMTT afirmou que segue acompanhando as negociações e que continuará oferecendo vouchers de corridas por aplicativo durante a greve no transporte público.

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