
Seis pescadores seguem desaparecidos há 11 dias no Rio de Janeiro Há mais de dez dias, uma embarcação com seis pescadores segue desaparecida no Rio de Janeiro, sem qualquer vestígio do que pode ter acontecido com a embarcação. Desde então, as famílias dos seis tripulantes dentre eles, cinco maranhenses, vivem a angústia da espera por notícias. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Entre os familiares que enfrentam a incerteza está a família do pescador maranhense Nilton de Jesus Silva, que era o mestre da embarcação. Ao g1, Tatiana Silva, de 37 anos, filha do pescador, contou que a família está devastada com o desaparecimento do pai, que era conhecido por ter "um coração de criança". "Meu pai é meu herói e aqui todos conhecem ele como um homem de bom coração. Coração de criança, sempre ajudando a todos. Meu coração e da minha família está devastado, em pedaços", disse Tatiana. Tatiana Silva ao lado do pai, o pescador Nilton de Jesus, que está desaparecido no Rio de Janeiro Arquivo pessoal Nesta quarta-feira (28), a família de Nilton recebeu nesta quarta-feira (28) a informação que a Marinha do Brasil deve continuar somente com buscas remotas, ou seja, com equipes em alerta para atuar somente caso alguma informação sobre a embarcação seja repassada. "Eles [A Marinha] tentaram enrolar a gente. Eles falaram que as buscas com os meios cabíveis deles foram feitas e que agora não vai mais ter navio, que vai ter apenas busca remota que todo mundo em constante alerta e que passa ali, no caso barcos ou navios que passem na região e é difícil ouvir isso", disse Tatiana Silva ao g1. Ao g1, Tatiana contou que, no dia 8 de janeiro, o grupo que estava em alto-mar, retornou à terra para buscar mais suprimentos, com a intenção de permanecer por mais dias trabalhando. Em 15 de janeiro, Nilton entrou em contato pela última vez com a esposa por telefone e com outros pescadores, por meio de rádio. A filha afirma que, apesar de o pai estar acostumado a passar mais de dez dias em alto-mar, ele nunca ficava mais de 24 horas sem dar notícias. Desde então, a comunicação com o barco foi perdida e a embarcação deixou de ser localizada pelo GPS, que era monitorado pela família. “No dia 8, eles retornaram para pegar mais material para se manterem por alguns dias e só voltariam no dia 21. Só que meu pai sempre mantinha contato, via rádio, com outros pescadores e também por celular. Ele falava todos os dias, nunca ficava 24 horas sem contato”, relatou Tatiana. Destroços podem ser de embarcação A Defesa Civil de Maricá encontrou durante o fim de semana e nesta segunda-feira (26) destroços boiando no mar da cidade. Os materiais foram apresentados à Marinha do Brasil, para que seja avaliado se pertencem a embarcação Funelli, desaparecida desde a sexta-feira (16). Pedaços de madeira, galões, uma garrafa de bebida alcoólica e um chinelo estão entre os itens encontrados. A última localização da embarcação, segundo a Marinha, foi registrada 15 metros ao sul da praia de Ponta Negra. Defesa Civil com os destroços encontrados em Maricá Defesa Civil de Maricá Entenda o caso Um barco com seis pescadores, entre eles cinco maranhenses, desapareceu na última quinta-feira (15) após sair do Rio de Janeiro. A embarcação, identificada como Funelli, havia partido de Niterói (RJ) no dia 3 de janeiro. Um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias do desaparecimento. ➡️ Dos seis tripulantes, três são parentes. Eles foram identificados como Nilton de Jesus Silva, de 66 anos; Raimundo Nonato Costa dos Santos Filho, de 45 anos; Sirlenildo da Silva, de 39 anos; Raimundo Nonato do Nascimento, de 65 anos; e Juarez Cerejo da Silva, de 33 anos. O sexto tripulante, identificado apenas como Raimundo, estava há pouco tempo no grupo e ainda não teve o nome completo nem a naturalidade divulgados. Segundo familiares de um dos desaparecidos, a embarcação deveria ter retornado em 19 de janeiro. A última localização, apontada pelo rastreador do barco, foi registrada na região de Ponta Negra, em Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Inforgráfico da última localização da embarcação detectada pelo rastreador; seis tripulantes desaparecidos. Arte g1
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