
Segundo os manifestantes, as obras são permitidas pelo Governo do Estado, mas não possuem licenciamento legal para o funcionamento. Indígenas e quilombolas do Acará protestam em Belém contra obras de um mineraduto
Representantes de três comunidades tradicionais do Vale do Acará, pertencente a microrregião de Tomé-Açu, no Pará, protestaram, na manhã desta terça-feira (24), contra obras não licenciadas, liberadas pelo Governo do Estado, que estão em execução em terras indígenas e quilombolas da localidade.
Cerca 450 manifestantes estiveram na frente da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, em Belém, para exigir providências e a não liberação dos serviços que estão causando danos ambientais em quase 14 quilômetros de terras reservadas, onde vivem ribeirinhos, indígenas Tembé e Turiwara, e quilombolas da comunidade Amarqualta.
Os manifestantes também alegam que não tiveram acesso prévio aos documentos de estudos técnicos e sequer foram consultados, realidade que dura desde a implementação do mineroduto, de responsabilidade da empresa Norsk Hydro.
Comunidades tradicionais do Acará protestam em frente à Semas
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Tropas de choque da Polícia Militar estiveram presentes para conter os manifestantes, que tentaram invadir a sede da Semas. Segundo informações do Jornal Liberal 1ª edição, os povos tradicionais em protesto haviam exigido o não funcionamento do órgão público durante o ato. No entanto, cerca de 30 servidores foram até o local para trabalhar, o que causou a revolta das comunidades.
A discussão foi resolvida após um diálogo entre representantes das comunidades presentes e servidores da Semas.
Indígenas e quilombolas fazem manifestação no acesso a obras de mineroduto no Acará
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O mineroduto da Hydro é responsável por transportar bauxita do município de Paragominas até a refinaria Alunorte, em Barcarena. O trajeto possui cerca de 246 quilômetros de extensão e passa por sete municípios, incluindo o Acará.
À TV Liberal, a Norsk Hydro informou que possui todas as licenças devidas para o funcionamento do mineroduto e que as obras em questão tratam-se de manutenções e não novas obras. além, disso, a empresa afirmou que as areas do mineroduto e da linha de transmissão não invadem territórios protegidos pelo estado.
No último dia 17, indígenas e quilombolas já haviam feito uma manifestação em um dos ramais que dá acesso ao canteiro de obras do mineroduto do grupo. Os manifestantes teriam tentado impedir a entrada de trabalhadores de uma empresa terceirizada, que faz a manutenção de um mineroduto que passa pela região.
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