Maranhão chega a 356.562 casos e 10.177 mortes por Covid-19

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Nas últimas 24 horas, foram 326 casos registrados e três óbitos pela doença. Anticorpos são essenciais para combater vírus, mas às vezes 'se tornam vilões' e atacam órgãos e tecidos saudáveis
Getty Images/BBC
O Maranhão chegou a 356.562 casos e 10.177 mortes por Covid-19 nesta sexta-feira (1º), segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES). Nas últimas 24 horas, foram 326 casos registrados e três mortes pela doença.
Em relação aos casos, foram 21 na Grande Ilha (São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa), 64 em Imperatriz e 241 nas demais regiões do estado.
O número de casos ativos (pessoas que, no momento, estão com Covid-19) teve nova queda e chegou a 25.149. Desse número, 25.005 estão orientados a ficar em isolamento domiciliar, 71 estão internadas em enfermarias e 73 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
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As novas mortes foram registradas em Imperatriz (1) e Santa Luzia (2). Desses, nenhum óbito foi registrado nas últimas 24 horas e os demais foram registrados em dias e/ou semanas anteriores, e aguardavam resultado do exame.
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Recuperados, testes e profissionais de saúde
Até o momento, 321.236 pacientes já se recuperaram da Covid-19 (Confira algumas histórias de recuperados pela doença no estado no fim desta reportagem).
Quanto aos profissionais da saúde, 4.700 já foram infectados pela Covid-19, 4.500 se recuperaram da doença e 88 morreram.
Ao todo, a Secretaria de Saúde diz que já foram realizados 862.212 testes (rede privada + pública) para a Covid-19, sendo que 604.113 casos foram descartados. O número de casos suspeitos é de 472.
Faixa etária dos pacientes
0 a 9 anos – 11.691
10 a 19 anos – 26.652
20 a 29 anos – 56.850
30 a 39 anos – 75.068
40 a 49 anos – 62.388
50 a 59 anos – 46.135
60 a 70 anos – 33.007
Mais de 70 anos – 29.795
Não informado – 14.296
Percentual de casos por sexo
Masculino – 44%
Feminino – 56%
Taxa de ocupação de leitos de UTI
Leitos de UTI para a Covid-19 na Grande São Luís
Total de leitos de UTI – 120
Leitos ocupados de UTI – 23
% de ocupação das UTIs – 19,17%
Leitos clínicos para a Covid-19 na Grande São Luís
Total de leitos – 150
Leitos ocupados – 22
Porcentagem de ocupação – 14,67%
Leitos de UTI para a Covid-19 em Imperatriz
Total de leitos – 26
Leitos ocupados – 11
Porcentagem de ocupação – 42,31%
Leitos clínicos para a Covid-19 em Imperatriz
Total de leitos – 26
Leitos ocupados – 12
Porcentagem de ocupação – 46,15%
Leitos de UTI para a Covid-19 nas demais regiões
Total de leitos – 100
Leitos ocupados – 25
Total de leitos – 25%
Leitos clínicos para a Covid-19 nas demais regiões
Total de leitos – 120
Leitos ocupados – 32
Porcentagem de ocupação – 26,67%
Novas cepas no Maranhão
O Maranhão confirmou, no dia 26 de fevereiro, o primeiro caso da variante brasileira P.1 da Covid-19, originalmente identificada no Amazonas. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Já em maio, o Maranhão registrou os primeiros casos da variante indiana do coronavírus (chamada de B.1.617) no Brasil. Foram seis pessoas que chegaram ao estado a bordo do navio MV Shandong da Zhi, atracado no litoral do estado.
Dos seis infectados, um precisou ser levado de helicóptero para um hospital da rede privada no dia 13 de maio. Trata-se de um tripulante indiano de 54 anos, que acabou morrendo no dia 28 de junho.
Apesar do caso, o governo do Maranhão afirma que não há registro de transmissão local da variante indiana no estado.
Curados da Covid-19
Graciliano tem 68 anos passou dois meses internado, mas teve alta da Covid-19
Divulgação/SES
Após passar dois meses internado com a Covid-19, o idoso Graciliano Pereira dos Santos recebeu uma grande festa por se recuperar da doença e receber alta no Hospital Dr. Genésio Rêgo, em São Luís.
A comemoração contou com a participação de familiares e da equipe médica do hospital. Aos 68 anos, Graciliano é aposentado e ficou conhecido pelo seu carisma com todos os profissionais de saúde.
Aos 101 anos, Regina Coelho Guiné venceu a Covid-19 no Maranhão.
Julyane Galvão/Secretaria de Saúde do Maranhão (SES)
Aos 101 anos, a idosa Regina Coelho Guiné foi mais uma maranhense que venceu a Covid-19 em São Luís. Os sinais iniciais de infecção pela doença como febre e indisposição, foram percebidos por um dos filhos da idosa.
Dona Regina passou por um exame de testagem onde foi comprovado o diagnóstico. Após o tratamento, a resposta imunológica foi surpreendente e chamou a atenção dos médicos e familiares da idosa, já que ela estava em recuperação de uma cirurgia no fêmur.
Luzia Angelita tem 73 anos e agradeceu os profissionais de saúde após receber alta da Covid-19
Divulgação/HUUFMA
Luzia Angelita Costa Almeida, de 73 anos, recebeu alta da Covid-19 e reencontrou a família após 90 dias internada no Hospital Universitário da UFMA, em São Luís.
A paciente foi a segunda pessoa com Covid-19 a dar entrada no hospital e também era a que estava a mais tempo internada. Segundo o HUUFMA, o tratamento da idosa exigiu diversos esforços da equipe de saúde, além da força e superação da paciente para vencer as dificuldades.
Flávia recebe abraço após receber alta da Covid-19 no Hospital Universitário, em São Luís
Divulgação/HUUFMA
Flávia Cristina Abreu de Almeida, de 49 anos, recebeu alta com grande festa no Hospital Universitário, em São Luís. Ela ficou 34 dias internada com a Covid-19 e saiu chorando e agradecendo os profissionais de saúde.
A maranhense foi a última pessoa internada em uma das duas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) que o HUUFMA mantinha apenas para pacientes com Covid-19, e que foi desativada.
Após quase dois meses internada, paciente de 61 anos vence o coronavírus no Maranhão
Divulgação
Após ficar internada durante um mês e 22 dias, a paciente Celma Rodrigues, de 61 anos, ganhou uma nova vida depois de receber alta do Hospital Dr. Genésio Rêgo.
Quando ela deu entrada no hospital, seus pulmões estavam com 92% de comprometimento. Ao todo, foram 31 dias internada em um leito de UTI e outros 21 dias na enfermaria até vencer a Covid-19.
Cuidados
Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.

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