Defesa disse que jovem foi levado por militares para uma casa abandonada e forçado a delatar traficantes da região. Polícia Militar não se manifestou sobre o caso. PC investiga invasão em terreiro de candomblé
A mãe do jovem de 18 anos que denunciou ter sido agredido por policiais militares durante uma invasão em um terreiro de candomblé, disse que o filho foi torturado e passou uma hora desaparecido, antes de ser deixado no terreiro, em Maceió. A Polícia Militar não se manifestou sobre o caso até o momento. Vítimas foram ouvidas pela Polícia Civil nesta segunda-feira (6).
A mulher disse que o filho havia sido abordado duas vezes por que a polícia suspeitava que ele tinha envolvimento com o tráfico de drogas. A segunda, resultou na ida dos PMs até o terreiro. A defesa do jovem falou que a casa em que ele mora, e onde funciona também um terreiro de candomblé, foi invadida e revirada, mas nenhum material ilícito foi encontrado.
"No dia dois, eles [os PMs] identificaram o meu filho da abordagem do dia 24 [de fevereiro]. E pegou ele, fez toda a questão de tortura querendo que meu filho dissesse quem era os traficantes do conjunto. Levaram ele para um local que não foi para a Central de Flagrantes. Nesse intervalo, que pegaram ele, um sobrinho meu viu e ligou pra mim, né? Dizendo que pegaram ele. Logicamente, eu imaginei que ia levar pra Central de Flagrantes. Só que ele não foi pra lá. Meu filho passou uma hora desaparecido", disse a mãe do rapaz.
Foi um parente que avisou que o terreiro estava com as portas arrombadas, todo revirado e o filho estava lá.
"Quando eu estava na Central de Flagrantes o meu sobrinho passou com a ligação e falou que o terreiro estava com as portas arrombadas. Com tudo bagunçado e meu filho já estava no local todo espancado", relembrou a mãe.
O coordenador de Direitos Humanos do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Tutmés Airan, encaminhou na sexta-feira (3) um requerimento para que a denúncia seja investigada na Delegacia Especial dos Crimes contra Vulneráveis Yalorixá Tia Marcelina.
As vítimas foram ouvidas pela Polícia Civil e um inquérito foi aberto. A delegada Rebeca Cordeiro disse que tem um prazo de 30 dias para concluir as investigações.
"Ouvimos as vítimas, o rapaz e a representante do terreiro, uma testemunha. Vamos ouvir mais testemunhas e depois ir em busca dos policiais", disse a delegada.
A Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB-AL) também acompanha o caso.
A mãe do jovem alega que ele nunca teve envolvimento com o tráfico e que só fez a denúncia para que a situação não aconteça novamente.
"O nosso terreiro é o nosso sagrado. Eles não podem entrar numa igreja evangélica, eles não podem entrar numa igreja católica invadindo, quebrando tudo, bagunçando. Não é dessa forma".
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