Paciente de 20 anos registra queixa contra médico por abuso sexual durante consulta em Maceió


Rapaz relatou que buscou UPA do Jaraguá com suspeita de herpes e foi penetrado pelo médico sem seu consentimento. Profissional se apresentou à polícia com advogado, mas não foi preso. Paciente denuncia médico por abuso sexual na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro do Jaraguá, em Maceió
Márcio Ferreira
Um homem de 20 anos registrou Boletim de Ocorrência junto à Polícia Civil contra um médico por abuso sexual durante consulta na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jaraguá, em Maceió. O caso aconteceu na noite de sábado (11) e a vítima prestou depoimento oficialmente nesta segunda-feira (13). A direção da UPA informou que o profissional foi demitido.
O médico foi identificado como Paulo Evandro Napoleão Lopes, de 37 anos. A reportagem do g1 tenta contato com a defesa dele.
O paciente relatou que buscou atendimento médico por suspeita de herpes. Durante a consulta, o médico teria informado que precisaria realizar um exame de toque retal, contudo, o jovem contou que, em dado momento, o profissional o segurou com as duas mãos pelos quadris e o penetrou.
Ao perceber que não se tratava apenas do exame de toque, o paciente se virou e viu que o médico estava com o pênis para fora da calça. Questionado pelo paciente, o médico teria dito que se confundiu e achou que o jovem queria o ato. Assim que saiu da UPA, na madrugada de domingo (12), o jovem registrou queixa na Central de Flagrantes.
"Foi feito o depoimento, o registro de ocorrência e a vítima foi encaminhada para exame de corpo de delito. Como não havia comprovação imediata da prática, o médico se apresentou com advogado e se comprometeu a prestar todos os esclarecimentos a posteriori", explicou o chefe de serviço do 2º DP, Luciano Pereira, que recebeu o inquérito.
A partir de terça (13), a Polícia Civil vai intimar as testemunhas e o médico para poder dar andamento às investigações.
O presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Fernando Pedrosa, disse que vai investigar a conduta do médico e, se as denúncias forem comprovadas, o profissional pode ser cassado.
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