
Veterinário mostra como os periquitos foram encontrados após queda de árvore no MA Dos 27 periquitos resgatados com vida após a queda de uma árvore que matou 350 aves no interior do Maranhão, 23 seguem em tratamento no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama, em São Luís. Ao g1, o coordenador do centro, Roberto Veloso, informou que o estado de saúde das aves é estável. Das aves sobreviventes, três morreram durante o transporte e uma morreu na madrugada de sábado (31). As aves são da espécie periquito-rei (Eupsittula aurea) e medem de 25 a 29 centímetros. Elas foram recolhidas após a queda de um pé de eucalipto de 32 metros, em Lajeado Novo, a cerca de 500 km de São Luís. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Maranhão no WhatsApp Muitos animais chegaram com fraturas, lesões traumáticas e casos de desenluvamento (quando há arrancamento da pele). As aves estavam debilitadas e estão sendo medicadas e recebendo alimentação específica para acelerar a recuperação. O Cetas de São Luís conta com 15 profissionais, entre biólogos, médicos-veterinários, engenheiros agrônomos e zootecnistas. Em 2025, o centro recebeu cerca de 2,2 mil animais silvestres. LEIA TAMBÉM: Queda de árvore que matou mais de 350 periquitos no Maranhão: o que se sabe sobre o caso Por que centenas de periquitos morreram em vez de voar quando árvore caiu durante tempestade no MA? Infográfico – Periquitos são recuperados no Maranhão Arte/g1 Caminho da recuperação das aves Segundo o médico-veterinário e professor da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul), Leonardo Moreira, logo após o acidente as aves foram organizadas por gravidade, tiveram as fraturas imobilizadas e receberam hidratação e medicação para a dor. Depois, foram transportadas de Lajeado Novo para Imperatriz e, em seguida, para São Luís, onde agora são atendidas pelo Cetas. No abrigo, o caminho de recuperação segue o seguinte protocolo, que define se cada animal tem condições de retornar à natureza: 1️⃣ Triagem e avaliação clínica No abrigo, a primeira etapa é a triagem clínica. A equipe identifica se cada ave é neonato, filhote, jovem ou adulta e define o cuidado adequado. Segundo o coordenador do abrigo, todas as aves resgatadas são jovens e adultas. Nessa etapa, as aves internadas entram em quarentena, onde passam por observação e recebem cuidados para as futuras etapas do tratamento. Depois, passam por exame clínico completo e, conforme a gravidade das lesões, podem ser indicados procedimentos cirúrgicos. No caso dos periquitos, muitos chegaram com múltiplas fraturas e alguns apresentavam hipovolemia (baixo volume sanguíneo). 2️⃣ Estabilização Esta é a atual fase em que as aves se encontram. Segundo o coordenador do Cetas, a estabilização envolve corrigir problemas comuns após acidentes desse tipo, como hipotermia e desidratação. “Quando falamos em estabilização, é nesse sentido: reidratar os animais, manter a temperatura adequada e garantir que eles consigam retomar as funções normais”, afirmou. Após essa fase, as aves são alimentadas, medicadas quando necessário e têm as fraturas avaliadas. 3️⃣ Observação Se recuperadas, as aves devem sair da quarentena e serem transferidas para os recintos de manutenção. Em seguida, são inseridas nos corredores de voo, que são espaços alongados onde podem ganhar força e treinar o voo antes de voltar à natureza. 4️⃣ Reabilitação e soltura Na fase final, as aves ficam nos viveiros até retomarem a capacidade de viver sozinhas. O Ibama possui áreas de soltura e monitoramento. Antes de retornar à natureza, os periquitos devem passar por aclimatação, que é o processo de adaptação em viveiros maiores, onde as aves recuperam força, comportamento natural e capacidade de sobreviver sem assistência. Periquitos se recuperam no Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em São Luís Roberto Veloso/Cetas
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