
Policial militar Paulo Maiks Mendes Facuri prestando depoimento em julgamento. Divulgação/CGJ-MA O 1º Tribunal do Júri de São Luís condenou o policial militar Paulo Maiks Mendes Facuri a 11 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão pela morte de Enildo Penha Mota. O crime conteceu no dia 5 de fevereiro de 2023, por volta das 2h, na saída de um show no Espaço Reserva, no bairro Maranhão Novo, na capital maranhense. O réu foi condenado por homicídio qualificado por motivo fútil. A sessão de julgamento foi realizada nessa quinta-feira (26), no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau, e presidida pelo juiz Gilberto de Moura Lima, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís. Atuou na acusação o promotor de Justiça Raimundo Benedito Barros Pinto. A defesa foi feita pelo advogado Erivelton Lago e pelas advogadas Hélen Oliveira e Samira Sima. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp O magistrado determinou o cumprimento imediato da pena. O condenado foi encaminhado ao presídio, onde já estava preso desde a época do crime. Quais as diferenças entre o homicídio culposo e doloso? Entenda o caso Enildo Mota Penha, de 41 anos, foi morto com um tiro no peito após uma briga de trânsito Foto: Divulgação/Redes Sociais De acordo com o Ministério Público, na noite do crime, Enildo Penha Mota, de 41 anos, saía de um show do cantor de Wesley Safadão, acompanhado da esposa, em seu veículo, quando o carro conduzido por Paulo Maiks Mendes Facuri atingiu o retrovisor do automóvel da vítima. Ainda segundo a denúncia, Enildo foi tirar satisfações com o policial para que ele arcasse com o prejuízo. Nesse momento, o réu teria agredido a vítima com socos e chutes, atingindo-a na cabeça. Enildo caiu desacordado por um momento. Em seguida, conforme consta nos autos, a vítima se levantou e, segurando um cone de sinalização de trânsito, foi em direção ao acusado. O policial, de dentro do veículo, efetuou um disparo de arma de fogo contra Enildo, que morreu no local. Durante o julgamento, foram ouvidas as esposas da vítima e do acusado, além de três testemunhas. O réu também foi interrogado. Em depoimento, Paulo Maiks afirmou que efetuou o disparo para conter a vítima e porque populares teriam cercado seu carro. Perda do cargo Cabo Paulo Maiks Mendes Facuri, de 38 anos. Divulgação Na sentença, o juiz Gilberto de Moura Lima destacou que, “diante da extrema gravidade da conduta praticada e em observância ao disposto no artigo 92, inciso I, alínea ‘b’, do Código Penal”, a condenação resulta na perda do cargo público de policial militar ocupado por Paulo Maiks Mendes Facuri. O policial era lotado no 21º Batalhão de Polícia Militar (BPM), com atuação na zona rural e Distrito Industrial de São Luís.
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Divulgação/ PC-MA
Suspeitos de serem os responsáveis por postagens ofensivas que circulavam nas redes sociais sob o pseudônimo “Carta do Judas” foram alvos de uma operação da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), nos municípios de Chapadinha e Santa Quitéria.
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