(FOLHAPRESS) – A chegada da subvariante ômicron BQ.1 ao Brasil gera preocupação em especialistas por sua capacidade de escapar de anticorpos e amplia a importância das doses de reforço.
A nova linhagem é responsável pelo recente aumento de casos nos Estados Unidos e na Europa e já foi identificada no Amazonas, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.
“Ela consegue fugir dos anticorpos, tanto produzidos por quem se vacinou quanto pela infecção natural, o que aumenta a capacidade dela de causar infecção”, diz Alberto Chebabo, presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).
O infectologista Francisco Ivanildo Oliveira Junior, gerente médico do Hospital Infantil Sabará, explica que a subvariante apresenta uma modificação no formato da proteína reconhecida pelos anticorpos, dificultando seu encaixe e, consequentemente, sua eficácia no combate ao invasor.
“Imagine cópias de chave. Se o chaveiro não faz uma chave exatamente igual, às vezes, a cópia até consegue abrir a fechadur..