
Bangalôs do Monte Castelo fazem parte da história de São Luís Google Maps/2024 Quem passa pela Avenida Getúlio Vargas, no bairro Monte Castelo, talvez não imagine que aquelas casas de fachadas diferentes, muitas já descaracterizadas ou em ruínas, fazem parte de um capítulo essencial da história urbana de São Luís, que neste ano celebra 413 anos. Essas construções, algumas ainda preservadas, são testemunhos de um momento em que a classe média ludovicense começou a expandir suas moradias para além do Centro Histórico, abrindo caminho para a ocupação de novas áreas da cidade. Clique e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Das chácaras aos bangalôs Bifurcação entre a Rua Manoel Beckman e a Rua 11 de Outubro, no Monte Castelo (antigo Areal), ano de 1960 Jornal do Dia/São Luís Memória O Monte Castelo nem sempre foi bairro. Conhecido no passado como Areal (por causa da quantidade de areia que tinha), chegou a ser zona rural antes de se consolidar como reduto da classe média alta, especialmente a partir das décadas de 1930 e 1940. Foi nesse período que chácaras e sítios deram lugar a residências espaçosas, ventiladas e marcadas pela novidade do concreto armado, material que revolucionava a arquitetura no mundo. Imóveis históricos em estilos fora do padrão do Centro e de outros bairros podem ser vistos no Monte Castelo Google Maps/2024 Segundo o geógrafo Luiz Eduardo Neves, professor da UFMA e ex-morador do bairro, foi na década de 1950 que o Monte Castelo ganhou o perfil dos bangalôs, que ainda resiste na memória da cidade. “A maioria das casas começa a ser construída nos anos 40 e 50. Muitas são em estilo bangalô, popularizado nos Estados Unidos e também em capitais brasileiras. Era algo totalmente diferente do que se via no Centro Antigo, com uso do concreto armado e influências do art déco. Algumas até parecem um pouquinho de estilo gótico, mas não exatamente é”, explica. 🔎 Os bangalôs são provenientes da Índia, mas se popularizam no século 19 nos Estados Unidos, acompanhando o crescimento das cidades por lá e também no Brasil. Os bangalôs são muito comuns em São Paulo e outras capitais do Brasil. Casa onde atualmente funciona uma clínica, em estilo bangalô, no Monte Castelo, em 1950 e 2017 São Luís Memória Os bangalôs abrigaram famílias ligadas ao comércio, à indústria e às fábricas, em São Luís. Em muitos casos, eram residências secundárias, que com o tempo se tornaram as moradias principais desses novos moradores. O motor que acendeu o bairro A transição de zona rural para bairro urbano começou ainda no fim da década de 1930, quando a Ullen Company instalou um motor de geração de energia elétrica no Monte Castelo. Estação de bondes do Monte Castelo (1908) Minha Velha São Luís A novidade impulsionou a urbanização e deu à Avenida Getúlio Vargas — conhecida até então como “caminho grande” — um novo status, com pavimentação, iluminação e calçamento implementados durante o governo de Paulo Ramos, interventor do Maranhão na Era Vargas. Patrimônio em risco Atualmente, muitas das residências originais do Monte Castelo resistem apenas como sombra do que já foram. Algumas viraram clínicas, outras estão fechadas, sem uso, e muitas perderam as características arquitetônicas que lhes deram identidade. Imóveis históricos no Monte Castelo lembram estilos inspirados em Art Decor e até gótico Google Maps/2024 Ainda de acordo com especialistas, não há, até agora, iniciativas de tombamento histórico específicas para essas casas. “Poucas casas hoje, no início do século 21, permanecem com a forma original. Inclusive reformadas, onde era a Uroclínica, por exemplo, é um exemplo disso. Ali perto da Praça Antônio Vieira, mas eu creio que não tenha. Algumas estão preservadas porque são de concreto armado, então resistiu ao tempo, mas não têm nenhum uso. Tem que ver onde é que estão os donos dessas casas. Eu acho sim que esse tipo de casa, em específico, ela merecia, sim, ser tombada para preservar esse estilo. Na realidade, eu vou até mais longe. Seria ser dado uso a ela, ser comprada pelo Estado, pela prefeitura, pelo governo do Estado e ali destinar algum uso para ela, num museu, alguma coisa nesse sentido”, avalia o professor Luiz Eduardo Neves. Veja também: Capital maranhense celebra, mas também reflete
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