
Plataformas de IA podem ser boas aliadas na reta final de preparação para o Enem 2025.
Jaque Silva/NurPhoto/picture alliance
Faltam dois meses para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será aplicado em 9 e 16 de novembro. Na reta final, todo tempo é precioso, e a otimização dos estudos é essencial para se ter um bom aproveitamento nas provas. Entra em cena a inteligência artificial (IA), que pode ser boa aliada nesse momento.
Plataformas como ChatGPT, Gemini e Claude invadiram o cotidiano e têm facilitado todo tipo de tarefa, inclusive na hora de estudar. Professores ouvidos pelo g1 apontam como usar (e como não usar) a IA, para aproveitar esse recurso da melhor forma.
Ademar Celedônio, diretor de Ensino e Inovações Educacionais do grupo SAS, lembra que o uso da IA deve ser ativo e crítico.
“A IA não substitui o estudo, mas pode funcionar como aceleradora: para resumir, treinar, explicar e corrigir”, diz.
O trunfo está na personalização do estudo. Além de tirar dúvidas rápidas, o aluno pode pedir resumos, questões no estilo da prova ou simulados inteiros, e até criar cronogramas de revisão adaptados às suas necessidades. “Um bom uso da ferramenta pode economizar tempo e tornar o estudo mais eficiente”, avalia Viktor Lemos, diretor do Curso Anglo.
Quem deixou para estudar em cima da hora (ou planeja uma rotina intensa de revisões) pode solicitar ao robô, por exemplo, um resumo com os dez principais tópicos cobrados pelo Enem em uma disciplina. “Peça para que o material seja organizado em tópicos, porque isso facilita a memorização”, indica Celedônio.
Para aprofundar o estudo, o aluno pode pedir para que a ferramenta explique o conteúdo em diferentes níveis de complexidade. Por exemplo: “Explique o aquecimento global em nível básico” e depois “em nível avançado”. Isso permite comparar e refinar o entendimento sobre o assunto, destaca o professor.
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Há ressalvas. “A IA, assim como toda e qualquer ferramenta tecnológica, é muito atraente, interessante e divertida, e esse é o perigo. Tudo que é muito atrativo pode distrair e tirar o foco do cronograma", alerta Atila Zanone, coordenador de conteúdo do Fibonacci Sistema de Ensino.
Lemos acrescenta: "É importante ter cuidado. Nem tudo que aparece ali é 100% confiável. A instrução é sempre conferir informações, checar as fontes utilizadas e as instruções dadas”.
✍️ ChatGPT pode corrigir redação?
Uma das principais dicas dos professores quanto à preparação para o Enem é que o candidato produza a maior quantidade possível de redações como treino, já que essa prova tem grande peso na nota final do exame.
O obstáculo é que o aluno nem sempre tem um especialista à disposição para ler suas produções e corrigir erros – principalmente quem estuda sozinho, em casa.
A inteligência artificial pode ser uma alternativa: “Vale subir a matriz de referência do Enem em um desses modelos de linguagem e pedir a correção. A IA consegue analisar a estrutura e dar uma nota próxima à real”, aconselha Celedônio.
Se um professor der, por exemplo, nota 920 a um texto, a ferramenta pode indicar algo em torno de 880 ou 900, o que não prejudica na preparação do candidato, explica ele.
“O mais importante é que a IA indique pontos de melhoria em cada competência, permitindo que o aluno faça uma lapidação do próprio texto. Não é perfeito, claro, mas ajuda muito quando não há um especialista disponível”.
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❌ Como não usar a IA para estudar?
Para Rodrigo Magalhães, professor e diretor do Colégio e Curso AZ, não é interessante usar a IA para entregar a resposta de um exercício, acelerar ou pular etapas. Ou seja, assim como não se recomenda o uso de calculadora ao treinar questões de matemática e exatas, a ferramenta não deve substituir a resolução passo a passo.
“É uma artimanha que muita gente tem usado, mas pode mais atrapalhar do que ajudar. Na hora do exame, o aluno vai precisar fazer todos os cálculos à mão", adverte.
Como contraponto, Magalhães indica o uso do método socrático na interação com a IA. Nesse modo, em vez de dar respostas prontas, a ferramenta estimula o estudante, fazendo perguntas. Isso o leva a exercitar o raciocínio e ter uma compreensão mais profunda de determinados assuntos – bem como identificar falhas e tópicos que ele ainda não domina. Veja no vídeo abaixo como funciona:
‘Modo socrático’ do ChatGPT responde perguntas de alunos… com outras perguntas
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